O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou sua desistência em concorrer ao Senado. A decisão foi confirmada na última quinta-feira, 28 de maio, pelo advogado de Castro, Carlo Luschione. Através de um vídeo nas redes sociais, o político compartilhou que essa foi a “decisão mais difícil” de sua vida, mas que se faz necessária para que ele possa focar totalmente na sua defesa.
Cláudio Castro se tornou alvo da oitava fase da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal, que teve início na terça-feira, 26 de maio. A operação investiga possíveis irregularidades em investimentos realizados pelo governo estadual em fundos associados ao Banco Master.
“Durante minha trajetória, jamais fugi de uma briga, mas também tenho que entender o momento que a gente vive e como as coisas estão. Então, retirei minha candidatura ao Senado para focar 100% na minha defesa”, declarou Castro. Ele também mencionou que está se retirando “temporariamente” do pleito eleitoral.
Esta foi a segunda vez em menos de duas semanas que Cláudio Castro foi alvo de buscas pela Polícia Federal. No dia 15 de maio, durante a Operação Sem Refino, que investiga supostas ligações entre a gestão do ex-governador e o Grupo Refit, agentes apreenderam o celular e o tablet do político.
Além disso, em 24 de março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por 5 votos a 2, condenar Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição de 2022. Com essa decisão, ele ficará inelegível por oito anos, a contar do pleito de 2022, o que significa que não poderá disputar eleições até 2030.
Um dia antes do julgamento, Castro havia renunciado ao seu mandato. “Hoje eu encerro o meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Sou pré-candidato ao Senado. Saio de cabeça erguida”, afirmou na ocasião. Ele deixou o cargo para se habilitar a concorrer nas eleições de 2026, uma vez que candidatos precisam se afastar de cargos públicos seis meses antes das eleições.
