A filha de uma ex-namorada do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, fez revelações impactantes durante seu depoimento no Tribunal do Júri, na última quinta-feira, 28 de maio de 2026. Kaylane Pereira, de 18 anos, relatou que o ex-parlamentar a levava para motéis entre os 5 e 7 anos, onde a agredia fisicamente.
Kaylane descreveu momentos de violência, afirmando: “A gente ia, o que eu acredito, que era um motel. A gente entrava de carro. Lá, ele me dava socos na cabeça. Apertava meu braço muito forte. Teve um dia que fomos para um quarto que tinha uma piscina. Fomos para a piscina. Ele ficava me afundando. Me soltava e me afundava de novo.” Segundo a jovem, essas agressões eram recorrentes e ocorriam sempre que estavam sozinhos, longe da presença da mãe.
Ela ainda destacou que Jairinho a ameaçava, dizendo que se ela contasse à mãe sobre as agressões, ela ficaria muito triste e o relacionamento deles acabaria, colocando a culpa sobre a garota. “Eu nunca contei. Só fui contar quando eles terminaram, três anos depois. Ele falava que se eu não existisse, a vida dele e da minha mãe seria muito melhor”, revelou.
Na quarta-feira, 27 de maio, durante o julgamento, o psiquiatra Rafael Bernardon, que testemunhou a favor da acusação no caso da morte de Henry Borel, afirmou que Jairinho apresenta um padrão de infligir dor em crianças. “Há um padrão de abuso infantil por parte do réu, um padrão de prazer em infligir dor em crianças”, disse o especialista.
Bernardon reforçou a análise contida em um parecer que aponta Jairinho como tendo um perfil “egocêntrico, narcisista e sádico”, destacando que o ex-parlamentar aparentemente sentia prazer nos atos de violência cometidos contra suas ex-companheiras e seus filhos. “Embora seja uma análise subjetiva minha, eu tive essa percepção e interpretação”, finalizou o psiquiatra durante seus questionamentos pelo Ministério Público.
