Na última segunda-feira, 25 de maio, o pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), declarou que, caso seja eleito, o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pode se tornar uma realidade. Ele afirmou que não gostaria de levar adiante um processo desse tipo, mas considera que a medida ‘vai acontecer’.
Caiado criticou a atuação da Corte, afirmando que ela foi ‘gravemente atingida’ por episódios que envolvem questões pessoais de alguns ministros. Segundo ele, essas questões não deveriam manchar a imagem institucional do STF ou serem ‘acobertadas’ por interpretações internas do tribunal.
As declarações de Caiado se referem a suspeitas envolvendo o Banco Master, que incluem repasses financeiros que teriam beneficiado familiares de ministros do Supremo. Entre os casos citados, estão R$ 80 milhões destinados ao escritório da esposa de Alexandre de Moraes e R$ 6,6 milhões relacionados a cotas de resort pertencentes aos irmãos de Dias Toffoli.
‘Pessoas que são atingidas com denúncias sobre a sua trajetória de vida deveriam ser afastadas para que respondessem’, disse Caiado. ‘Aí, sim, o Supremo guardaria a sua condição de imparcialidade nos julgamentos de temas relevantes, como se precisa.’
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As afirmações foram feitas durante um encontro de presidenciáveis promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). Em sua fala, Caiado enfatizou que o STF deveria adotar princípios semelhantes aos que regem as empresas, onde a ética é fundamental. ‘A não acontecer isso, qual é o segundo passo? É o segundo passo de mais uma crise que nós teremos no Brasil, chegando à Presidência. É algo que eu não queria, mas que vai acontecer, que vai ser a segunda etapa. Se o Supremo não tomar essa decisão, qual é o segundo passo? O impeachment’, continuou.
O pré-candidato destacou que, embora o processo de impeachment de um ministro do Supremo seja mais rápido do que o de um presidente da República, que tramita na Câmara, essa medida inevitavelmente geraria um ambiente de crise institucional. Para Caiado, o STF enfrenta um momento de forte contestações e, para que o País possa avançar, a própria Corte deve demonstrar a capacidade de ‘cortar na própria carne’.
‘Nada (mais) será discutido. Porque cada ano vai ser um cassado, ou vão cassar dois cada vez, como vai ficar isso?’, indagou.
