Na última quarta-feira, 27 de maio de 2026, Gerson Palermo, conhecido como “Pigmeu”, foi transferido para o Brasil após ser capturado na Bolívia na terça-feira, 26 de maio. Palermo, o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi transportado de avião para Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, sob um forte esquema de segurança para garantir que a operação ocorresse sem incidentes.
O momento do embarque de Palermo na Bolívia foi registrado por um jornal local, que acompanhou a movimentação das autoridades. Ao chegar em solo brasileiro, ele foi imediatamente levado por policiais federais à Superintendência Regional da PF em Mato Grosso do Sul, onde passou pelos procedimentos legais necessários. A Polícia Federal informou que ele será encaminhado ao sistema penitenciário federal, onde cumprirá sua pena.
Palermo estava foragido desde 2020 e foi localizado pela polícia boliviana em Cotoca, região de Santa Cruz de La Sierra, em uma ação conjunta entre a Polícia Federal do Brasil e a Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (FELCN) da Bolívia. Sua prisão é um importante passo na luta contra o narcotráfico, uma vez que ele é considerado um dos principais nomes do tráfico internacional de drogas.
O traficante havia conseguido um habeas corpus em abril de 2020, concedido pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que está sendo investigado por suspeitas de venda de sentenças. O desembargador nega as acusações. Antes de ter a prisão domiciliar concedida, Gerson Palermo estava preso em regime fechado desde abril de 2017, quando foi detido pela PF durante a Operação All In, que resultou na apreensão de 810 quilos de cocaína.
Após receber o benefício da prisão domiciliar, ele rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu, desaparecendo por um período significativo. A fuga de Palermo é um exemplo das falhas no sistema de justiça, que permitiram que um criminoso com tantas acusações graves conseguisse evitar a prisão por tanto tempo.
Palermo acumula uma extensa ficha criminal, com 126 anos de pena por diversos crimes, incluindo tráfico de drogas e sequestro. Um dos crimes mais notórios foi o sequestro de um avião da antiga Viação Aérea São Paulo (Vasp) em agosto de 2000, no Paraná. Nesse episódio, ele foi condenado a 66 anos de prisão após ter sequestrado uma aeronave que levava 60 passageiros, alterando sua rota e sendo preso uma semana depois, enquanto usava o mesmo celular utilizado durante o crime.

