O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, se encontrou na última terça-feira, 26 de maio, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Durante a coletiva de imprensa após a reunião, Flávio ressaltou que o encontro evidencia o ‘prestígio’ do Brasil, mesmo diante do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em suas declarações, o senador destacou a relevância da visita, apontando que o presidente Trump estava envolvido em negociações complexas, incluindo um ‘acordo histórico de paz’ com o Irã e questões relacionadas à liberdade em Cuba. ‘O presidente está lidando com inúmeras outras questões que demandam atenção diária do homem mais poderoso do mundo. Ainda assim, separou esse tempo para se encontrar comigo’, afirmou Flávio.
Além de discutir a imagem do Brasil, o senador aproveitou a oportunidade para solicitar a Trump que classifique o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Esta classificação é contrária à posição do governo Lula. Flávio argumentou que essas facções criminosas controlam extensas áreas no Brasil e impõem suas próprias regras, submetendo as populações locais ao seu domínio.
‘As facções controlam territórios inteiros no Brasil pela força, submetem populações ao seu próprio código, lei e Justiça paralela. Executam quem ousa resistir. Corrompem agentes públicos, infiltram instituições, intimidam testemunhas e ordenam atentados de dentro dos presídios. Operam em dezenas de países com tentáculos que afetam diretamente os Estados Unidos e o resto do hemisfério. Quem faz isso não é gangue, é organização terrorista’, disse o senador.
Flávio Bolsonaro também mencionou que se comprometeu com Trump a integrar o Escudo das Américas, uma iniciativa dos Estados Unidos que visa combater organizações ligadas ao narcotráfico no continente. Essa parceria sinaliza uma intenção de estreitar laços entre Brasil e EUA em questões de segurança e combate ao crime organizado.
