Descontos não autorizados INSS: PF e CGU ampliam investigação Descontos indevidos em aposentadorias e pensões motivaram, na última quarta-feira (27 de maio), nova fase da Operação Sem Desconto em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e Distrito Federal.
Descontos não autorizados INSS: PF e CGU ampliam investigação
A Polícia Federal informou ter cumprido 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas de monitoramento eletrônico autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. O objetivo é aprofundar apurações sobre organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio ligados a cobranças associativas lançadas sem consentimento em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com a Controladoria-Geral da União, já se estima que entidades investigadas tenham subtraído cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. Ao menos seis servidores públicos foram afastados durante fases anteriores do inquérito.
Em março deste ano, a PF e a CGU executaram a Operação Indébito, um desdobramento do mesmo caso, quando agentes cumpriram 19 mandados de busca, dois de prisão e outras medidas cautelares no Ceará e no DF. Desde o início das investigações, mais de 700 policiais federais e 80 auditores já atuaram em mais de 200 endereços, com ordens de sequestro de bens superiores a R$ 1 bilhão.
Segundo a PF, os integrantes do esquema convenciam associações a registrar convênios com o INSS para efetivar descontos automáticos de mensalidades, sem que os beneficiários tivessem aderido ou sequer fossem informados. Parte do montante arrecadado era distribuída entre dirigentes e intermediários, enquanto outra parte financiava a expansão de novos convênios.
As fraudes foram detectadas após análises de dados do Sistema de Administração de Benefícios ao Cidadão e cruzamentos com reclamações de beneficiários. A CGU acrescentou que o inquérito apura ainda a participação de servidores que liberavam cadastros sem a documentação exigida pelo instituto. Mais detalhes sobre a operação foram divulgados no portal oficial da PF (gov.br/pf).
Os envolvidos podem responder por organização criminosa, estelionato majorado, peculato e lavagem de dinheiro, crimes que preveem penas somadas de até 25 anos de reclusão. Os materiais apreendidos agora serão periciados para identificar responsáveis, rastrear fluxos financeiros e possibilitar a devolução de valores às vítimas.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
