Ebola em Uganda volta a preocupar as autoridades sanitárias após o Ministério da Saúde do país registrar mais três infecções, elevando para cinco o número de casos confirmados desde o início do alerta.
Ebola em Uganda: casos confirmados sobem para cinco
Novos pacientes incluem profissional de saúde e motorista
O balanço atualizado reúne um motorista que transportou o primeiro paciente identificado, um trabalhador da área da saúde exposto durante o atendimento inicial e uma mulher congolesa que havia passado pela província de Ituri, na República Democrática do Congo (RDC), onde o surto é mais intenso.
Monitoramento rigoroso e resposta conjunta
Em nota, a Organização Mundial da Saúde (OMS) salientou a importância de “manter vigilância elevada” para frear a disseminação do vírus. A entidade atua em parceria com o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, equipes sanitárias da RDC e autoridades ugandesas para reforçar testes, rastreamento de contatos e a oferta de tratamento.
De acordo com o ministro ugandês da Saúde, todos os pacientes recebem atendimento especializado em unidades de isolamento. Contatos diretos foram identificados e estão sob acompanhamento diário.
Detalhes dos casos recentes
O motorista positivado havia conduzido o primeiro infectado e permanece internado. Já o profissional de saúde contraiu o vírus durante o atendimento inicial e também recebe cuidados hospitalares.
O terceiro caso confirmado é o de uma cidadã congolesa que ingressou em Uganda apresentando desconforto abdominal leve. Ela viajou em voo fretado para Entebbe e procurou ajuda médica em Kampala em 10 de maio. Liberada quatro dias depois, retornou à RDC, mas o Ministério da Saúde ugandês foi alertado pelo piloto que realizou o transporte. Novos exames, então, confirmaram a infecção por ebola. Todos os passageiros e profissionais envolvidos no traslado já foram localizados.
Alerta internacional permanece
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o cenário “exige cooperação máxima” e recomendou reforço em fronteiras, triagem de viajantes e comunicação de risco. Detalhes adicionais sobre as diretrizes globais podem ser consultados no site da Organização Mundial da Saúde.
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Crédito da imagem: REUTERS/Arlette Bashizi
Fonte: REUTERS
