Crime de racismo em plataforma de mensagens levou a Polícia Federal a deflagrar a Operação Aequitas, que cumpriu mandado de busca e apreensão na cidade de Paulista, interior da Paraíba, na última terça-feira (19 de maio de 2026).
Crime de racismo em canal de mensagens leva PF a cumprir mandado
A investigação começou após uma entidade de defesa dos direitos humanos notificar a PF sobre a existência de um canal em aplicativo de mensagens que publicava conteúdo racista. As postagens associavam suposta inferioridade intelectual e física a pessoas negras, além de divulgar material pseudocientífico e ofensas diretas.
Segundo a corporação, diligências realizadas nas semanas anteriores permitiram identificar o provável administrador do canal, bem como os dispositivos e as conexões usados para disseminar as mensagens discriminatórias. Com base nessas informações, a Justiça Federal autorizou busca e apreensão na residência do suspeito, bem como a quebra de sigilo telemático para aprofundar a coleta de provas.
O crime investigado está previsto na Lei nº 7.716/1989, que define e pune práticas de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou procedência nacional. Caso o responsável seja denunciado e condenado, a pena pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa. De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, denúncias de racismo na internet vêm crescendo nos últimos anos, impulsionando ações de monitoramento em ambientes digitais.
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A Operação Aequitas foi batizada com o termo em latim que remete a “igualdade” ou “equidade”, refletindo o objetivo da PF de coibir crimes de ódio e proteger vítimas de discriminação racial. O material apreendido será periciado e poderá embasar novos mandados, caso surjam indícios de participação de outros envolvidos.
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Crédito da imagem: Polícia Federal
Fonte: Polícia Federal
