Daniel Vorcaro é levado à carceragem da PF em Brasília após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a transferência do dono do Banco Master para uma cela comum na superintendência da Polícia Federal, na capital federal.
Decisão do STF altera condições de custódia
Na última segunda-feira (18 de maio), Mendonça acatou pedido da corporação e determinou que o banqueiro deixe a sala de estado-maior onde permanecia desde março. O espaço especial, destinado a presos com prerrogativa de função, foi o mesmo utilizado anteriormente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro antes de sua migração para regime domiciliar.
Acordo de colaboração em análise
Durante o período na sala reservada, Vorcaro teve liberdade para receber advogados que negociam um possível acordo de delação premiada. A proposta, encaminhada recentemente à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR), continua sob avaliação. Com a transferência, as visitas de defensores passarão a seguir regras mais restritivas impostas à carceragem comum.
Contexto da investigação
O banqueiro voltou a ser preso em 4 de março, na terceira fase da Operação Compliance Zero. Conduzida pela PF, a apuração mira supostas fraudes financeiras no Banco Master e na tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), controlado pelo Governo do Distrito Federal. Detalhes sobre os desdobramentos do processo podem ser acompanhados no portal oficial do STF, que publica decisões e despachos relacionados.
Com a mudança para a carceragem da superintendência em Brasília, Vorcaro deverá permanecer sob vigilância mais rigorosa enquanto o Supremo analisa eventuais pedidos de liberdade e possíveis impactos da colaboração premiada nas investigações.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
