Brasil Contra o Crime Organizado prevê presídios de segurança máxima é a nova iniciativa do governo federal que, anunciada em 12 de maio, busca impedir que unidades prisionais continuem servindo como centros de comando para facções criminosas.
Brasil Contra o Crime Organizado prevê presídios de segurança máxima
Durante entrevista concedida em 13 de maio, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, afirmou que o objetivo principal do programa é “tirar dos presídios a marca de escritório do crime”. Para isso, a estratégia se apoia em quatro eixos: reforço da segurança carcerária, asfixia financeira das organizações, qualificação das investigações de homicídios e combate ao tráfego de armas, munições e explosivos.
O plano terá investimento direto de cerca de R$ 1,06 bilhão. Desse montante, R$ 330,6 milhões serão destinados exclusivamente ao incremento do controle interno dos presídios, com a instalação de bloqueadores de celular, detectores de metal e kits de varredura eletrônica.
No total, 138 estabelecimentos prisionais — que reúnem quase 19% da população carcerária e mais de 80% das lideranças criminosas — receberão recursos humanos e tecnológicos para se adequarem ao padrão de segurança máxima já adotado nos cinco presídios federais em operação.
Segundo o ministro, a participação dos estados ocorrerá sem a necessidade de adesão formal. Ele destacou que “nenhum governador, em sã consciência, deixará de se beneficiar de uma iniciativa que reduz a criminalidade”.
Além dos recursos diretos, o programa abre linha de crédito de R$ 10 bilhões por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), financiada pelo Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis). Governos estaduais e municipais poderão apresentar projetos para compras de viaturas, drones, câmeras corporais, sistemas de videomonitoramento e modernização de unidades penais.
Lima explicou que esse segundo modelo permitirá ainda contemplar ações voltadas ao enfrentamento de crimes como o feminicídio, ampliando o escopo da segurança pública.
Ao reforçar o compromisso com a coletividade, o ministro ressaltou que a coordenação do Brasil Contra o Crime Organizado foi debatida previamente com representantes das secretarias estaduais de Administração Penitenciária, Justiça, Segurança Pública, além de membros do Judiciário e do Ministério Público.
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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
