Operação Castratio: PF investiga deputado e fraudes de R$ 200 mi A Polícia Federal executou 12 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo para reunir provas de um suposto esquema que teria direcionado licitações da Secretaria de Agricultura fluminense e gerado contratos irregulares estimados em R$ 200 milhões.
Operação Castratio: PF investiga deputado e fraudes de R$ 200 mi
Deputado Marcelo Queiroz entre os principais alvos
Um dos focos da investigação é o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), antigo titular da pasta de Agricultura do estado. Durante o cumprimento dos mandados, agentes apreenderam o celular do parlamentar, além de dinheiro em espécie, veículos e equipamentos eletrônicos em endereços ligados a outros suspeitos. Todos os materiais serão periciados para confirmar a participação de cada envolvido.
Empresa Consuvet teria sido favorecida
Segundo a PF, o esquema girava em torno de contratos para castração e esterilização de animais, vencidos pela empresa Consuvet, criada poucos meses antes de firmar o primeiro acordo com a secretaria, em julho de 2021. Mesmo sem filiais ou autorização do Conselho Regional de Medicina Veterinária, a companhia obteve o contrato, desconsiderando parecer jurídico que apontava incapacidade operacional.
Para contornar as exigências, a Consuvet apresentou contratos de locação em dois municípios do interior, datados de 2020. A corporação afirma que os documentos são falsos, pois a própria empresa só foi registrada no ano seguinte.
Ex-gestor tornou-se sócio após licitação
Outro personagem central é Antonio Emilio Santos, então gestor da Seappa. Relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal indica que ele autorizou a contratação da Consuvet e, dois meses depois de deixar o cargo, tornou-se sócio da vencedora. Para os investigadores, o movimento reforça a suspeita de direcionamento de licitações e conflito de interesses.
Autorização do STF e próximos passos
As medidas cautelares foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. A partir da análise dos materiais apreendidos, a PF pretende confirmar a suposta atuação do grupo na manipulação de licitações, além de rastrear o destino dos valores obtidos. Caso os indícios se consolidem, os envolvidos podem responder por corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.
Procurado, o gabinete de Marcelo Queiroz informou que aguarda acesso aos autos para se manifestar. A reportagem também busca posicionamento dos demais citados.
Mais detalhes sobre a operação podem ser encontrados no site oficial da Polícia Federal.
No decorrer das apurações, novas informações poderão ser divulgadas. Continue acompanhando a cobertura completa em nossa editoria de Justiça e Política.
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Crédito da imagem: Câmara dos Deputados
Fonte: Agência Brasil
