José Guimarães assume Ministério das Relações Institucionais em cerimônia realizada em 14 de abril de 2026 no Palácio do Planalto, substituindo Gleisi Hoffmann, que se prepara para concorrer ao Senado pelo Paraná.
José Guimarães assume Ministério das Relações Institucionais
Ao ser empossado, o deputado federal cearense destacou, diante dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, que o novo desafio exigirá “derrotar a ultradireita e o fascismo” por meio do fortalecimento da democracia. Guimarães elogiou o papel do Parlamento, afirmando que nenhuma gestão prospera sem diálogo constante com deputados e senadores.
O novo ministro chefiará a articulação política entre o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional, governos estaduais, prefeituras e a sociedade civil. Entre as prioridades imediatas estão o avanço do projeto que extingue a escala de trabalho 6×1 e a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Outro foco será consolidar apoio no Senado para a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
Guimarães, advogado e deputado federal desde 2007, ocupa também a vice-presidência do Partido dos Trabalhadores. No comando da liderança do governo na Câmara, função que deixa vaga, assume o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
Hugo Motta ressaltou a reputação de Guimarães como parlamentar aberto ao diálogo, inclusive com oposicionistas, e elogiou sua “postura correta” na defesa do projeto político do Executivo. Alcolumbre reforçou a confiança de que o ministro poderá consolidar pontes entre os Poderes para garantir avanços legislativos.
Segundo levantamento recente divulgado pelo Senado Federal, a aprovação de matérias prioritárias pelo Congresso tende a ser mais ágil quando há coordenação direta da Secretaria de Relações Institucionais, circunstância considerada fundamental pelo Planalto para manter a agenda econômica e social de 2026.
Lula participou da solenidade de posse, mas optou por não discursar. A discreta presença presidencial reforçou o simbolismo de autonomia que o novo titular da pasta deve ter na condução das negociações políticas.
No encerramento da cerimônia, Guimarães reafirmou o compromisso de “consolidar a democracia com pluralidade e tolerância”, ressaltando que o diálogo será o instrumento principal contra extremismos.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
