Hezbollah ataca Israel após quebra de cessar-fogo no Líbano O grupo libanês lançou uma série de foguetes contra o norte de Israel na madrugada de 9 de abril de 2026, alegando reagir à maior ofensiva israelense em território libanês desde o acordo de trégua negociado entre Irã e Estados Unidos.
Foguetes sobre o norte de Israel
Em comunicado, o Hezbollah informou que seus mujahidin dispararam contra o assentamento de Manara às 2h30, além de atingirem Avivim, Shomera e Shlomi. A milícia xiita declarou que “a resposta continuará até que a agressão israelense-americana contra o nosso país e o nosso povo cesse”.
Ofensiva de Tel Aviv provoca centenas de mortes
Um dia após a trégua entrar em vigor, Israel desencadeou bombardeios aéreos e ataques terrestres que, segundo dados preliminares citados pela imprensa local, mataram ao menos 250 pessoas no Líbano. A Força de Defesa de Israel (FDI) relatou a morte de oito combatentes do Hezbollah, entre eles Maher Qassem Hamdan, comandante na região de Chebaa, e Ali Yusuf Harshi, secretário do líder Naim Qassem.
Israel reitera que o Líbano não faz parte do cessar-fogo em vigor e afirma que prosseguirá com operações “para eliminar qualquer ameaça” ao seu território.
Cessar-fogo regional sob pressão
O Irã ameaçou abandonar o acordo, lembrando que a trégua deveria abranger todas as frentes do Oriente Médio. O presidente libanês, Masoud Pezershkian, classificou as ações israelenses como um obstáculo às negociações de paz. Representantes de Irã e Estados Unidos têm encontro previsto para 10 de abril, em Islamabad, para tentar salvar o pacto de duas semanas.
A escalada ocorre no contexto de um conflito que remonta aos anos 1980, quando o Hezbollah surgiu para combater a ocupação israelense. A tensão voltou a crescer em março de 2026, após novos ataques mútuos e o assassinato do líder supremo iraniano Ali Khamenei. Especialistas da agência Reuters avaliam que qualquer ruptura no Líbano pode ampliar a guerra a outros fronts.
Histórico de confrontos
Israel e Hezbollah já se enfrentaram em 2000, 2006, 2009 e 2011. Em novembro de 2024, um acordo temporário suspendeu hostilidades, mas Tel Aviv manteve ataques a posições da milícia sob o argumento de neutralizar infraestrutura militar. A recente ofensiva marca o maior choque desde então.
O cenário atual reforça a fragilidade da trégua e amplia o risco de um conflito regional mais amplo, enquanto as principais potências tentam restabelecer canais diplomáticos.
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Crédito da imagem: Reuters/Mohamed Azakir
Fonte: Agência Brasil
