Irã incendeia petroleiro perto de Dubai e amplia tensão no Golfo
Irã incendeia petroleiro totalmente carregado nas proximidades de Dubai, intensificando a crise que já afeta o Estreito de Ormuz e o mercado global de energia. O ataque de drones contra o Al-Salmi, embarcação de bandeira do Kuwait, ocorreu na última terça-feira (31 de março) e foi controlado sem vítimas ou vazamento de óleo, informaram autoridades de Dubai.
Navio carregava 2 milhões de barris de petróleo
Operado pela Kuwait Petroleum Corp., o Al-Salmi teve o casco danificado enquanto transportava 1,2 milhão de barris de petróleo saudita e 800 mil barris kuwaitianos com destino a Qingdao, na China. A capacidade do navio chega a 2 milhões de barris, avaliados em mais de US$ 200 milhões aos preços atuais.
Alvo pode ter sido navio vinculado a Israel
A Guarda Revolucionária do Irã declarou que mirava um porta-contêineres com supostas ligações a Israel. Dados de navegação indicam, contudo, que o Haiphong Express, registrado em Cingapura e ancorado ao lado do Al-Salmi, seria o verdadeiro objetivo.
Ameaças de Trump elevam incerteza
O incidente ocorreu apesar do recente aviso do ex-presidente norte-americano Donald Trump, que prometeu destruir usinas de energia, poços de petróleo e a ilha iraniana de Kharg caso Teerã não aceite uma proposta de paz e libere o tráfego no estreito. Fontes diplomáticas confirmaram que o Irã recebeu ofertas de cessar-fogo via intermediários, classificadas em Teerã como “excessivas e ilógicas”.
Conflito regional já dura um mês
Desde o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro, sucessivos episódios vêm atingindo navios mercantes em uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo. Analistas temem uma interrupção prolongada no abastecimento global, alerta reiterado pela chefe de energia da União Europeia.
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Paquistão e China tentam intermediar
Em nova rodada de esforços diplomáticos, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, chegou a Pequim após reuniões com Turquia, Egito e Arábia Saudita. A China, maior compradora de petróleo iraniano, reiterou apelo pela suspensão de “todas as operações militares” e informou que três navios chineses atravessaram o Estreito de Ormuz recentemente, segundo a agência Reuters.
Com o fogo controlado, a tripulação do Al-Salmi permanece a salvo, mas o episódio acrescenta pressão sobre o preço do petróleo, que voltou a subir logo após o ataque.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
