Bolsonaro tem alta hospitalar e segue para prisão domiciliar
Bolsonaro tem alta hospitalar e segue para prisão domiciliar. O ex-presidente Jair Bolsonaro deverá deixar o Hospital DF Star na sexta-feira (27 de março) após 14 dias internado para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral desencadeada por broncoaspiração. A liberação médica abre caminho para que ele cumpra, em casa, a prisão domiciliar temporária de 90 dias autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro tem alta hospitalar e segue para prisão domiciliar
Quadro clínico sem infecção aguda
De acordo com o boletim assinado pelos médicos Cláudio Birolini, Leandro Echenique, Brasil Caiado, Wallace S. Padilha e Allisson Barcelos Borges, Bolsonaro “encontra-se sem sinais de infecção aguda, com evolução clínica favorável” e permanecerá em observação pelas próximas 24 horas. O ex-chefe do Executivo apresentou febre alta, sudorese, calafrios e queda de saturação de oxigênio em 13 de março, quando foi transferido da penitenciária da Papudinha para o DF Star.
Sentença de 27 anos e 3 meses
Condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e delitos correlatos, Bolsonaro estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda. Na terça-feira (24 de março), Moraes expediu mandado de soltura que converteu a prisão em regime fechado para domiciliar, condicionando o benefício à alta hospitalar e à utilização de tornozeleira eletrônica.
Condições impostas pelo STF
O texto do despacho determina que Bolsonaro permaneça em sua residência, apresente-se para exames médicos periódicos e esteja disponível a oficiais de Justiça e autoridades policiais. Em caso de descumprimento, o benefício poderá ser revogado. Segundo informações do Supremo Tribunal Federal, a defesa do ex-presidente foi notificada ainda na tarde da decisão.
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A Polícia Federal deve instalar o equipamento de monitoramento eletrônico logo após a saída do hospital. A corporação também será responsável por fiscalizar o cumprimento das condições estabelecidas pela Corte.
Até o término do prazo de 90 dias, Bolsonaro terá de solicitar autorização prévia para qualquer deslocamento, inclusive motivado por atendimentos médicos, salvo em situações de urgência devidamente comprovadas pelos profissionais responsáveis.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
