Bolsonaro tem risco de morte, diz médica ao mandá-lo para hospital Bolsonaro foi levado do Complexo da Papuda ao Hospital DF Star em 13 de março, após avaliação que apontou perigo imediato decorrente de broncopneumonia bacteriana.
Bolsonaro tem risco de morte, diz médica ao mandá-lo para hospital
O relatório da direção da Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecida como Papudinha, informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a transferência começou às 6h52 e terminou às 8h55, quando o ex-presidente chegou à unidade de saúde particular.
Segundo o documento, a decisão partiu da médica plantonista Ana Cristina, que citou “risco de morte” ao constatar o agravamento do quadro de broncopneumonia bacteriana. A comunicação oficial ao STF detalhou os horários da escolta e justificou a remoção emergencial.
Custodiado desde sua condenação a 27 anos e três meses de prisão por participação em uma trama golpista, Bolsonaro cumpre pena no complexo penitenciário de Brasília. A defesa voltou a pedir prisão domiciliar, mas ainda aguarda despacho de Moraes.
Boletim médico divulgado em 20 de março indicou que o ex-mandatário permanece internado, sem previsão de alta. De acordo com a equipe do Hospital DF Star, ele recebe antibióticos e segue monitorado em quarto reservado.
Em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal, os advogados sustentaram que a condição respiratória do ex-presidente exige cuidados que “não podem ser plenamente atendidos” no ambiente prisional.
Enquanto isso, a Polícia Militar mantém plantão permanente no hospital para garantir a custódia. Dentro da Papuda, a cela especial permanece reservada e segue sob vigilância até nova ordem judicial.
No Congresso, aliados de Bolsonaro afirmam que pretendem apresentar requerimentos de informação sobre o atendimento médico concedido ao ex-chefe do Executivo.
O episódio reacende discussões sobre a assistência de saúde a presos de alta relevância pública e os protocolos de transferência em casos considerados de urgência extrema.
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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
