Assessor de Trump só entra no Brasil após visto de Padilha, diz Lula Assessor de Trump Darren Beattie terá a entrada barrada no país até que os Estados Unidos restabeleçam o visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última sexta-feira (13 de março).
Assessor de Trump só entra no Brasil após visto de Padilha, diz Lula
Durante agenda oficial no Rio de Janeiro, Lula lembrou que, no ano anterior, as autoridades norte-americanas cancelaram os vistos da esposa e da filha de 10 anos de Padilha. O próprio ministro, à época com o documento vencido, não foi alvo de revogação, mas continua sem autorização para viajar aos EUA. “Padilha, esteja certo de que você está sendo protegido”, declarou o presidente.
A declaração de Lula ocorreu após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negar o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber Beattie em visita na prisão. Em decisão publicada na quinta-feira (14 de março), Moraes afirmou que a vinda do assessor do presidente Donald Trump não havia sido comunicada oficialmente à diplomacia brasileira nem constava em agenda formal.
Horas antes da decisão, o chanceler Mauro Vieira enviou ofício ao STF alertando que a audiência de um funcionário de Estado estrangeiro com um ex-mandatário, em pleno ano eleitoral, poderia configurar “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”. O Itamaraty destacou que qualquer visita oficial deveria ser tratada via canais diplomáticos regulares, conforme determina a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, disponível no site do Departamento de Estado dos EUA.
Segundo a defesa de Jair Bolsonaro, o encontro com Beattie estava previsto para ocorrer na segunda-feira (16) ou na terça-feira (17), com a presença de um tradutor. O assessor do presidente Trump é responsável, no Departamento de Estado, por temas ligados ao Brasil e planejava dialogar sobre política externa e eleições.
Lula, contudo, condicionou publicamente a autorização de entrada de Darren Beattie ao Brasil à restituição dos vistos do ministro da Saúde e de seus familiares. “Aquele americano que disse que vinha para cá foi proibido, e eu o proibi de vir aqui enquanto não liberar os vistos do meu ministro”, reforçou o chefe do Executivo.
Com a negativa judicial e a posição do governo federal, o impasse diplomático permanece. Não há, até o momento, informação sobre novo pedido de visto para Padilha ou sobre eventual reprogramação da viagem de Beattie.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
