Assessor de Trump: Moraes cobra agenda ao Itamaraty Assessor de Trump Darren Beattie teve a agenda oficial questionada pelo ministro Alexandre de Moraes, que solicitou ao Itamaraty esclarecimentos sobre compromissos diplomáticos e eventual visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papuda.
Assessor de Trump: Moraes cobra agenda ao Itamaraty
Na quinta-feira, 12 de março, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou ofício ao Ministério das Relações Exteriores pedindo detalhes sobre a passagem de Darren Beattie pelo Brasil. O magistrado quer saber se o assessor do governo dos Estados Unidos possui compromissos diplomáticos formais no país e se houve solicitação para encontrar o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão pela chamada trama golpista.
Beattie, aliado político de Donald Trump e responsável por temas relacionados ao Brasil no Departamento de Estado norte-americano, tem previsão de estada no país entre 16 e 17 de março. A defesa de Bolsonaro pediu que o encontro na cela ocorresse em uma das duas datas, além da entrada de um tradutor.
Moraes já havia autorizado a visita, mas determinou que ocorresse em 18 de março, quando Beattie não estaria mais em território brasileiro. Após a definição, os advogados do ex-presidente reiteraram o pedido para antecipar a liberação.
Bolsonaro cumpre pena no 19.º Batalhão da Polícia Militar, espaço conhecido como Papudinha, instalado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O local destina-se a presos com prerrogativa especial, como policiais, magistrados e parlamentares.
A decisão de Moraes busca esclarecer se a presença do assessor de Trump envolve compromissos oficiais do governo norte-americano ou se se trata de visita de caráter pessoal. O Itamaraty ainda não divulgou resposta pública ao Supremo.
O pedido de informações reforça o controle do STF sobre contatos externos mantidos por Bolsonaro durante o cumprimento da pena e evidencia a sensibilidade diplomática do caso, dada a proximidade de Beattie com a administração Trump.
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Crédito da imagem: Departamento de Estado dos EUA
Fonte: Agência Brasil
