Cármen Lúcia critica ausência feminina nos espaços de poder
Cármen Lúcia critica ausência feminina nos espaços de poder Em sessão do Tribunal Superior Eleitoral realizada em 10 de março de 2026, a presidente da Corte afirmou que mulheres continuam alijadas dos principais postos de decisão por não integrarem “clubes de charutos”, expressão usada para descrever redes informais de influência masculina que favorecem promoções internas.
Cármen Lúcia critica ausência feminina nos espaços de poder
A ministra abriu a reunião do TSE evocando o Dia Internacional das Mulheres Juízas, celebrado na mesma data. Segundo ela, a exclusão feminina não decorre de falta de mérito, mas da dificuldade de acesso a ambientes onde “homens têm disponibilidade muito maior para se divertirem e fortalecerem laços profissionais”.
Cármen Lúcia pontuou que, embora o Judiciário tenha avançado em representatividade, a proporção de magistradas ainda é baixa nos tribunais superiores. Para reforçar a necessidade de mudança, citou que menos de 20% dos cargos de comando em cortes brasileiras são ocupados por mulheres.
A magistrada também abordou o cenário de violência no país, classificando-o como marcado por “crueldade e perversidade” contra a população feminina. Ela ressaltou que cada agressão física ou psicológica a uma mulher fere coletivamente todas as demais, além de comprometer direitos fundamentais.
Estatísticas recentes da ONU Mulheres indicam que o Brasil mantém um dos maiores índices de feminicídio da América Latina, evidenciando, segundo a ministra, a urgência de políticas públicas integradas que assegurem proteção e igualdade.
A fala da presidente do TSE soma-se a iniciativas institucionais voltadas a ampliar a participação feminina em cargos de liderança, como cotas em listas de indicação e programas de mentoria para magistradas em início de carreira.
No encerramento da sessão, Cármen Lúcia conclamou sociedade e poderes constituídos a revisarem critérios de promoção para garantir que a competência feminina seja reconhecida de forma equitativa.
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Crédito da imagem: Valter Campanato/Agência Brasil
Fonte: Valter Campanato/Agência Brasil
