EUA criam coalizão militar Escudo das Américas com 12 países
EUA criam coalizão militar Escudo das Américas para unir 12 nações latino-americanas em uma frente contra cartéis de drogas e influências externas, informou a Casa Branca em comunicado divulgado no último sábado (7 de março).
Objetivo: combater cartéis e influências de fora do hemisfério
Durante cerimônia em Miami, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o novo pacto, batizado de “Escudo das Américas”, terá como missão desmantelar organizações criminosas e manter potências como China e Rússia afastadas da região. “Assim como erradicamos o ISIS no Oriente Médio, devemos agora eliminar os cartéis em nosso continente”, afirmou o mandatário.
Países participantes e comando operacional
Assinaram o acordo os presidentes de Argentina, El Salvador, Paraguai, Equador, Panamá, Honduras, Guiana, Bolívia, Trinidad e Tobago, Costa Rica, República Dominicana e Chile. A cerimônia não contou com discursos dos chefes de Estado latino-americanos, mas o ato formalizou a criação de uma força conjunta que será treinada e mobilizada pelos EUA.
Segundo proclamação publicada pela Casa Branca, caberá ao Departamento de Segurança Interna integrar a interlocução política. A secretária Kristi Noem foi designada para coordenar fronteiras e operações, justificando que a segurança interna dos EUA está consolidada e, agora, o foco será “proteger os vizinhos”.
México fora da coalizão
O México, principal rota citada por Washington para o tráfico de drogas, optou por não aderir. Trump reiterou críticas ao país, afirmando que “tudo entra pelo México” e reiterando oferta para “erradicar os cartéis” em território mexicano. A presidente mexicana, Cláudia Sheinbaum, defende ações conjuntas “como iguais” e rejeita operações militares estrangeiras que possam ferir a soberania nacional.
Repercussões e contexto geopolítico
A iniciativa ocorre uma semana após o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, ameaçar agir unilateralmente na América Latina caso os países não colaborassem contra o narcotráfico. Analistas interpretam a coalizão como parte da disputa comercial com Pequim, já que o comunicado oficial ressalta a necessidade de “afastar influências malignas de fora do Hemisfério Ocidental”. Uma análise semelhante foi publicada pela agência Reuters, destacando o impacto sobre a relação EUA-China.
Venezuela, Cuba e próximos passos
Trump elogiou a cooperação recente com o governo venezuelano de Delcy Rodríguez, mas voltou a pressionar Cuba, afirmando que “a grande mudança em breve chegará” à ilha. O documento orienta que os exercícios conjuntos devem iniciar após a aprovação dos parlamentos nacionais, etapa que pode definir o cronograma de atuação do Escudo das Américas.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
