Alta do petróleo faz G7 avaliar reservas estratégicas em meio a conflito A disparada do barril, que já roça os US$ 120, mobilizou os ministros das Finanças de França, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Canadá e Reino Unido, reunidos em 9 de março de 2026, para decidir como reagir à pressão sobre o mercado global de energia.
G7 adia liberação de 1,2 bilhão de barris
Apesar da alta do petróleo, o grupo manteve intactas as reservas emergenciais, estimadas em 1,2 bilhão de barris, além de outros 600 milhões que os governos são obrigados a manter. Segundo o ministro francês da Economia, Rolando Lescure, a coalizão “usará todas as ferramentas necessárias” se a escalada persistir, mas, por ora, prefere observar os desdobramentos.
Estreito de Ormuz fechado eleva risco no mercado
O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota de cerca de 25 % do petróleo mundial, provocou um salto de 30 % nos preços desde o início do conflito. A Agência Internacional de Energia (AIE) alerta para “riscos significativos e crescentes” com a redução da oferta, enquanto bolsas globais acumulam quedas. A interrupção afeta sobretudo a Ásia, destino de 80 % do óleo que passa pela região, mas ameaça espalhar impactos inflacionários em escala planetária. Detalhes adicionais sobre as projeções da AIE podem ser conferidos no site da entidade International Energy Agency.
Possíveis vencedores e perdedores
Para a diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, produtores fora do Oriente Médio tendem a ganhar espaço. A Petrobras, por exemplo, desponta como alternativa para compradores que buscam diversificar origens. Contudo, o Brasil continua vulnerável a choques de preços por importar derivados como gasolina e diesel, sobretudo após a privatização de refinarias estaduais.
Reações políticas e militares
Autoridades iranianas responsabilizam Estados Unidos e Israel pela tensão que eleva os custos da energia. Já o presidente norte-americano Donald Trump minimizou o impacto, classificando o aumento do barril como “preço pequeno a pagar” pela segurança regional. Paralelamente, a França anunciou o envio de um porta-aviões e uma dezena de navios ao Mar Vermelho para proteger rotas próximas a Ormuz.
Em síntese, a alta do petróleo reforça a incerteza econômica global: enquanto o G7 tenta calibrar o uso de estoques, mercados seguem voláteis e governos buscam conter pressões inflacionárias. Continue acompanhando os desdobramentos na editoria Internacional do Giro pela Bahia para entender como o cenário geopolítico impacta energia e economia.
Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Agência Brasil
