Toffoli nega acesso a sigilo do celular de Vorcaro no STF. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli afirmou, em nota divulgada em 6 de março, que não teve acesso às informações extraídas do aparelho do banqueiro Daniel Vorcaro durante o período em que foi relator do inquérito sobre fraudes no Banco Master.
Quebras de sigilo chegaram após mudança de relatoria
De acordo com o gabinete de Toffoli, os dados do celular só foram remetidos ao STF depois de 12 de fevereiro, quando o ministro André Mendonça assumiu a condução do processo. A manifestação rebate críticas de suposto atraso ou prejuízo às investigações enquanto o caso ainda estava sob responsabilidade do ex-relator.
Autorizações cautelares foram concedidas, diz ministro
Na mesma nota, Toffoli destacou ter autorizado todos os pedidos cautelares apresentados pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) até a data em que deixou a relatoria. Segundo ele, não houve nulidade nem paralisação dos trabalhos investigativos.
Vínculos entre resort e Banco Master sob apuração
O nome de Toffoli surgiu no inquérito após a PF identificar citações ao ministro em mensagens armazenadas no celular de Vorcaro. O empresário está ligado a um fundo de investimentos que adquiriu o resort Tayayá, do qual o magistrado é sócio. O estabelecimento, localizado no Paraná, permanece sob escrutínio da polícia.
Segunda Turma analisará prisão de Vorcaro
A prisão preventiva de Daniel Vorcaro, decretada por Mendonça em 4 de março, será avaliada pela Segunda Turma do Supremo em 13 de março. Além de Toffoli, compõem o colegiado os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques e o próprio relator André Mendonça. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a participação de Toffoli no julgamento.
Operação Compliance Zero investiga rombo bilionário
A Operação Compliance Zero, iniciada em 2025, apura um esquema que pode ter causado prejuízo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos por meio de fraudes no Banco Master. Vorcaro, que já respondera em liberdade provisória com tornozeleira eletrônica, voltou a ser preso após a PF identificar ameaças a jornalistas e a opositores em mensagens recuperadas do aparelho apreendido. Para contextualizar a dimensão do caso, reportagem da CNN Brasil detalha os impactos do rombo no sistema financeiro.
Os desdobramentos do inquérito seguirão sob escrutínio do STF, enquanto a PF continua analisando o material apreendido e buscando responsabilizar eventuais envolvidos.
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Crédito da imagem: Rosinei Coutinho/STF
Fonte: Agência Brasil
