Israel ataca Irã em uma nova ofensiva lançada na última quinta-feira (5 de março), concentrando foguetes sobre instalações que, segundo Tel Aviv, pertencem às autoridades iranianas em Teerã. A reação persa, com disparo de mísseis, levou milhões de israelenses a procurar abrigos antiaéreos, aprofundando um conflito que já dura seis dias.
Conflito regional ganha dimensão global
A guerra entre Estados Unidos e Irã, que começou na semana anterior, espalhou-se para além do Golfo Pérsico e afetou rotas asiáticas, provocando volatilidade nos mercados internacionais e desencadeando corrida de turistas para deixar o Oriente Médio. Analistas destacam que o choque atinge cadeias energéticas vitais, pressionando preços do petróleo.
Incidente naval e acusações recíprocas
Em discurso transmitido pela TV estatal, o ministro das Relações Exteriores iraniano classificou como “atrocidade no mar” o naufrágio da fragata Dena na costa do Sri Lanka um dia antes, tragédia que deixou ao menos 80 mortos. Teerã afirma que a embarcação, convidada da Marinha indiana, foi atingida sem aviso em águas internacionais e promete represália, alertando que Washington “se arrependerá amargamente”.
Reação iraniana no Golfo e no Estreito de Ormuz
A Guarda Revolucionária Islâmica anunciou ter atingido um petroleiro norte-americano no norte do Golfo, que estaria em chamas, e declarou que o Estreito de Ormuz ficará sob controle iraniano enquanto durar a guerra. O comandante Kioumars Heydari reforçou que Teerã “não se importa com a duração” do conflito e enfrentará forças dos EUA “onde quer que estejam”.
Envolvimento da Otan e resposta turca
Defesas aéreas da Organização do Tratado do Atlântico Norte derrubaram um míssil balístico iraniano disparado contra a Turquia, marcando a primeira intervenção direta da aliança em um episódio ligado ao Oriente Médio. O Estado-Maior iraniano nega ter atacado território turco, alegando respeito à soberania do país vizinho.
Postura de Washington e apoio a Israel
Em Washington, senadores republicanos barraram proposta que buscava limitar a campanha aérea dos EUA contra o Irã, mantendo amplos poderes ao presidente Donald Trump para conduzir a guerra. O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, telefonou ao ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmando: “Continuem até o fim; estamos com vocês”, conforme nota oficial divulgada em Tel Aviv.
Segundo relatório da agência Reuters, observadores temem que a escalada arraste aliados europeus e asiáticos para o confronto, ampliando riscos de choque direto entre blocos militares.
Para acompanhar a evolução deste e de outros conflitos, visite nossa editoria Internacional e permaneça informado sobre os principais acontecimentos mundiais.
Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
