Guerra no Oriente Médio: bombardeios de EUA e Israel matam mais de 200 A escalada do conflito avançou para o Irã na madrugada de sábado (28 de fevereiro de 2026) e prosseguiu no domingo (1º de março), com ações militares de Estados Unidos e Israel que resultaram em centenas de mortos e feridos, além da morte de autoridades iranianas.
Guerra no Oriente Médio: bombardeios de EUA e Israel matam mais de 200
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou, na rede social X, que destruiu a sede da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). O órgão também desmentiu a informação, divulgada anteriormente pela IRGC, de que o porta-aviões USS Abraham Lincoln teria sido atingido por mísseis iranianos.
Em outra publicação, o presidente Donald Trump relatou o afundamento de nove navios da Marinha iraniana, classificando parte das embarcações como “relativamente grandes e importantes” e prometendo novas investidas.
Do lado israelense, as Forças de Defesa de Israel (IDF) declararam ter “eliminado todos os líderes terroristas de alto escalão do Eixo do Terror do Irã”, sem detalhar nomes ou locais.
Mortes de líderes iranianos e ataques a infraestruturas
Autoridades do Irã confirmaram as mortes do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, vítimas dos ataques aéreos que se intensificaram desde a madrugada de sábado. Fontes iranianas ainda não reconheceram a destruição da sede da IRGC anunciada pelos EUA.
De acordo com a Sociedade do Crescente Vermelho, ao menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas entre sábado e domingo em diferentes regiões do país persa. O Ministério da Educação atualizou para 153 o número de alunas mortas em um bombardeio a uma escola na cidade de Minab, no sul do Irã; outras 95 estudantes ficaram feridas.
No norte de Teerã, o Hospital Gandhi também foi alvo. Vídeos publicados pelas agências Fars e Mizan exibem cadeiras de rodas reviradas e destroços no interior do edifício. A rede BBC confirmou que equipes de resgate seguem procurando vítimas entre os escombros.
Baixas norte-americanas e israelenses
O Centcom relatou três militares norte-americanos mortos e cinco gravemente feridos durante as operações. Outros soldados sofreram ferimentos leves e devem retornar ao front.
Em Israel, o serviço de emergência Magen David Adom contabilizou nove mortos e 28 feridos, dois deles em estado crítico, após disparos de mísseis iranianos contra o bairro de Beit Shemesh.
Repercussão internacional
A comunidade internacional mantém apelos por contenção. Analistas temem que o atual ciclo de retaliações amplie o conflito para além do Oriente Médio, elevando o risco de choques diretos entre grandes potências.
Enquanto isso, autoridades dos EUA e de Israel reforçam que novas ofensivas não estão descartadas, caso o Irã mantenha suas capacidades de resposta.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Agência Brasil
