Conselho de Segurança da ONU discute ataques de EUA e Israel ao Irã marcou reunião de emergência no sábado, 28 de fevereiro de 2026, para avaliar a escalada no Oriente Médio após as ofensivas norte-americanas e israelenses contra alvos iranianos.
Conselho de Segurança da ONU discute ataques de EUA e Israel ao Irã
O encontro extraordinário é transmitido ao vivo pela UN Web TV e reúne os 15 integrantes do colegiado responsável por zelar pela paz e segurança internacionais. Cada país tem direito a um voto, e as decisões aprovadas devem ser cumpridas por todos os Estados-Membros, conforme estabelece a Carta das Nações Unidas.
De acordo com diplomatas presentes, a pauta foca nos bombardeios conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra infraestruturas no Irã, ações classificadas por Teerã como agressões que ameaçam a estabilidade regional. Representantes iranianos solicitam a condenação formal das operações militares e a adoção de medidas que impeçam novas investidas.
O Conselho de Segurança pode recomendar negociações diretas, impor sanções econômicas ou, em último caso, autorizar o uso de força para restaurar a ordem. Ainda não há consenso sobre qual instrumento será adotado, mas fontes indicam que resoluções de censura e pedidos de cessar-fogo estão sobre a mesa.
Composição do Conselho
O órgão possui cinco membros permanentes – China, França, Federação Russa, Reino Unido e Estados Unidos – que detêm poder de veto. Os demais assentos, com mandatos de dois anos, são atualmente ocupados por Bahrein, Colômbia, República Democrática do Congo, Dinamarca, Grécia, Letônia, Libéria, Paquistão, Panamá e Somália.
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Em pronunciamentos iniciais, Rússia e China defenderam uma solução pacífica e criticaram a intervenção armada, enquanto França e Reino Unido sugeriram “pressão diplomática equilibrada”. Os Estados Unidos justificaram os ataques como “resposta proporcional a ameaças persistentes”, já Israel alegou “autodefesa preventiva”.
Próximos passos
Observadores na ONU afirmam que as deliberações podem prolongar-se nos próximos dias, sobretudo se houver tentativa de imposição de sanções, o que exigiria nove votos favoráveis e ausência de veto dos permanentes. Caso um resultado concreto não seja alcançado, a Assembleia Geral pode ser convocada para analisar recomendações alternativas.
No encerramento provisório da sessão, a presidência rotativa – atualmente com o Bahrein – convocou consultas adicionais a portas fechadas para alinhar propostas de resolução. Mesmo sem decisão imediata, a convocação de emergência sinaliza a gravidade com que a comunidade internacional acompanha o conflito.
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Crédito da imagem: ONU
Fonte: ONU
