Bahia terá menos jogos em 2026: calendário cai 23 partidas Bahia inicia a temporada de 2026 sabendo que disputará, no mínimo, 23 partidas a menos do que no ano passado, consequência direta da eliminação na fase preliminar da Libertadores e da exclusão da Copa do Nordeste.
Carga de jogos despenca de 80 para 57
Em 2025, o Tricolor chegou a 80 compromissos, marca que o colocou como o clube com mais atuações no futebol mundial naquele ano. Para 2026, o departamento de futebol projeta 53 confrontos confirmados, número que pode chegar a 60 apenas se a equipe avançar às fases decisivas da Copa do Brasil. Esse encolhimento de calendário se traduz em menos viagens, menos exposição midiática e, sobretudo, menor arrecadação de bilheteria e direitos de transmissão.
Fatores que enxugaram o calendário
Dois pontos foram determinantes para a agenda mais enxuta. Primeiro, a despedida precoce da Libertadores encerrou qualquer chance de participação em competições internacionais ao longo do ano. Segundo, as novas diretrizes da CBF retiraram o Bahia do Nordestão, torneio que em 2025 garantiu 11 jogos extras ao clube. A esses fatores soma-se a mudança de regulamento do Campeonato Baiano, que reduziu as partidas de mata-mata, eliminando jogos de volta nas fases finais.
Para efeito de comparação, em 2025 o Esquadrão realizou 10 confrontos continentais — seis na fase de grupos da Libertadores e dois nos playoffs da Sul-Americana, além dos dois duelos preliminares — que não existirão no calendário atual. A soma desses torneios regionais e internacionais responde sozinha pelos 23 compromissos ausentes em 2026.
Menos desgaste físico, pressão redobrada
Com semanas livres, o técnico Rogério Ceni passa a ter mais tempo para ajustes táticos e recuperação física do elenco, algo raro no calendário brasileiro. No entanto, a folga adiciona responsabilidade: a torcida e a diretoria exigirão resultados mais consistentes no Campeonato Brasileiro Série A e uma campanha prolongada na Copa do Brasil. Cada rodada do nacional ganhará peso extra, já que o time precisa compensar financeiramente a ausência de torneios paralelos.
Segundo estimativa divulgada pela Conmebol, clubes que disputam a fase de grupos da Libertadores podem aumentar em até 40% a receita anual. Sem essa fatia, o Bahia dependerá de premiações domésticas e da venda de atletas para equilibrar o caixa.
Resta saber se o período estendido de treinamentos será convertido em regularidade dentro de campo. Até lá, o torcedor tricolor acompanhará cada passo do time em uma temporada que promete menos jogos, mas muito mais pressão por vitórias.
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Crédito da imagem: Letícia Martins / EC Bahia
Fonte: ecbahia.com
