Fábio Mota cita custos e admite dificuldade nas contratações do Vitória ao revelar que a alta do mercado e a escassez de atletas qualificados estão travando as negociações do clube para a temporada 2026.
Fábio Mota cita custos e admite dificuldade nas contratações do Vitória
Em entrevista concedida recentemente, o presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, afirmou que “o futebol ficou muito caro” e destacou a falta de opções disponíveis no mercado. Até o momento, o Rubro-Negro baiano anunciou apenas o zagueiro Riccieli, ex-Famalicão (POR); o lateral-direito Mateusinho, ex-Cuiabá; e o volante Caíque Gonçalves, ex-Juventude. Há ainda um acerto encaminhado com o zagueiro Caio Marcelo, que atuava no Daegu FC, da Coreia do Sul.
Segundo Mota, aproximadamente 70% dos clubes brasileiros encerraram a última temporada com pendências salariais ou de premiações, reflexo direto da “inflação provocada por ligas e casas de apostas”. Ele ressaltou que, mesmo quando surgem atletas disponíveis, “as pedidas são muito altas”, dificultando qualquer avanço.
“Não há centroavante no mercado e, quando encontramos, o valor é impraticável”, comentou. O dirigente citou a posição de lateral-esquerdo como outro gargalo, explicando que o Vitória concentrou esforços em manter os jogadores que já estavam no elenco. Para a lateral direita, Mateusinho foi contratado após análise de desempenho que o apontou como o melhor da Série B 2025. A boa relação com o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, facilitou a transação.
Mota também lamentou o calendário. Os campeonatos começam em janeiro, mas as cotas de televisão só chegam em março, obrigando os clubes a arcarem com os dois primeiros meses de atividades sem essa receita. “Por isso a campanha de sócio-torcedor agora é fundamental”, reforçou.
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Dados divulgados pela consultoria Deloitte apontam que o custo médio de transferência no futebol brasileiro subiu mais de 30% nos últimos cinco anos, corroborando a análise do presidente rubro-negro.
Com um orçamento limitado, o Vitória avalia contratações pontuais e aposta no elenco que garantiu o acesso à Série A, em 2025. “Dinheiro, contato e atleta disponível: esses são os nossos principais desafios”, concluiu Mota.
A expectativa é que novas contratações só sejam oficializadas após a entrada das receitas televisivas ou avanço de negociações com investidores privados.
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Crédito da imagem: Victor Ferreira/EC Vitória
Fonte: Futebol Baiano
