CPI do Crime Organizado convida Moraes e Toffoli sobre Banco Master foi o principal desfecho da sessão realizada em 25 de fevereiro de 2026, quando senadores aprovaram requerimentos de convite aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no âmbito da investigação das fraudes relacionadas ao Banco Master.
CPI do Crime Organizado convida Moraes e Toffoli sobre Banco Master
Convites a ministros e familiares
Por votação simbólica, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado decidiu ouvir não apenas os dois magistrados, mas também Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, e José Carlos Dias Toffoli, irmão do ministro Dias Toffoli. Como se tratam de convites, todos os citados podem escolher comparecer ou não.
Inicialmente, alguns senadores propuseram convocações, que geram obrigação de presença. Esses pedidos, porém, foram retirados de pauta pelo presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), diante da falta de consenso entre os parlamentares.
Justificativas para ouvir Moraes
Autor de um dos requerimentos, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) argumentou que a oitiva de Alexandre de Moraes é necessária para esclarecer reportagens que mencionam reuniões entre o ministro e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, supostamente sobre a liquidação do Banco Master. Moraes e Galípolo negam qualquer conversa sobre o tema e afirmam que os encontros trataram apenas da chamada Lei Magnitsky, aplicada pelos Estados Unidos contra o magistrado no contexto do julgamento da tentativa de golpe de Estado.
Escritório de advocacia da esposa de Moraes
O convite a Viviane Barci de Moraes baseia-se em notícias de que o escritório de advocacia dela teria contratos com o Banco Master. Embora isso não configure, por si só, ato ilícito, Girão sustenta que a investigação é relevante para avaliar possível sobreposição entre interesses privados e o poder público. A Procuradoria-Geral da República arquivou pedido semelhante em dezembro de 2025, ao não identificar indícios de irregularidade.
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Decisões de Toffoli em foco
No caso de Dias Toffoli, Girão cita decisões tomadas pelo ministro quando era relator do processo no STF e as considera incomuns em investigações complexas. O senador também menciona negócios do irmão do magistrado com empreendimentos ligados ao conglomerado do Banco Master. Segundo reportagens, José Carlos Dias Toffoli teria sido sócio em projeto turístico financiado por um fundo de investimento conectado ao controlador da instituição financeira.
Próximos passos da CPI
Como os pedidos são convites, cabe agora a Moraes, Toffoli e seus familiares informar se aceitarão ou não depor diante dos senadores. A CPI do Crime Organizado continua coletando documentos sobre a suposta fraude bancária e, posteriormente, poderá aprovar novas diligências ou convocar outras autoridades.
O caso Banco Master tramita no STF sob sigilo. Informações públicas sobre ações da Corte podem ser consultadas no site oficial do tribunal (stf.jus.br), referência institucional sobre processos judiciais em andamento.
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Crédito da imagem: Andressa Anholete/Agência Senado
Fonte: Agência Brasil
