Chanceleres de Brasil e EUA debatem comércio e segurança
Chanceleres de Brasil e EUA conversaram por telefone em 31 de janeiro, focando em comércio exterior, tarifas e iniciativas de segurança regional, segundo o Itamaraty.
Visita de Lula a Washington pautou o diálogo
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, alinharam detalhes da visita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará a Washington em março. A data exata seguirá reservada até confirmação oficial, mas a expectativa é de que o encontro avance na agenda econômica e na cooperação contra o crime organizado transnacional.
Comércio bilateral segue pressionado por tarifas
Desde agosto do ano passado, produtos brasileiros sofrem sobretaxa de 50% nos Estados Unidos, com exceção de cerca de 700 itens. Embora parte desse tarifaço tenha sido revogado após reuniões de alto nível, máquinas, móveis e calçados permanecem pagando valores superiores aos praticados anteriormente. A pauta tarifária continua como ponto central no diálogo entre os governos.
Segurança regional e Conselho da Paz
Outro eixo da conversa envolveu a proposta norte-americana de criação do Conselho da Paz, órgão concebido pelo presidente Donald Trump para gerir o futuro da Faixa de Gaza e outras áreas em conflito. Lula foi convidado, mas ainda não confirmou participação e chegou a criticar publicamente a iniciativa em evento em Salvador.
Durante a ligação, Mauro Vieira reiterou a defesa histórica do Brasil por reformas na Organização das Nações Unidas, envolvendo a ampliação do Conselho de Segurança. As chancelarias também discutiram a situação na Venezuela, tema que ganhou urgência após o sequestro do ex-presidente Nicolás Maduro por tropas norte-americanas em 3 de janeiro. Ambos os governos manifestaram interesse em congelar ativos de organizações criminosas e ampliar o intercâmbio de informações financeiras.
Aproximação diplomática após telefonema presidencial
A chamada entre os chanceleres ocorreu poucos dias depois de Lula e Trump trocarem impressões sobre reforma da ONU e estabilidade sul-americana. A diplomacia brasileira vê na sequência de contatos uma oportunidade para estreitar laços comerciais, ao mesmo tempo em que mantém a defesa do multilateralismo.
Com o avanço dessas negociações, a expectativa é de que o encontro presidencial em Washington resulte em plano de trabalho conjunto contra o narcotráfico e em cronograma para revisão definitiva das tarifas que ainda impactam a indústria brasileira.
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Crédito da imagem: Itamaraty
Fonte: Itamaraty
