PF adia depoimentos no inquérito do Banco Master no STF após as defesas de três investigados alegarem que ainda não consultaram integralmente os autos da investigação sobre supostas fraudes na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB).
Depoimentos suspensos por falta de acesso aos autos
Marcados para 27 de janeiro de 2026, os depoimentos de Robério Cesar Bonfim Mangueira (ex-superintendente do BRB), Ângelo Antônio Ribeiro da Silva (sócio do Master) e Augusto Ferreira Lima (ex-sócio) seriam colhidos nas dependências do Supremo Tribunal Federal. A oitiva, porém, foi suspensa logo após as equipes de defesa informarem que ainda não haviam recebido cópia completa da investigação conduzida pela Polícia Federal (PF). Uma nova data será definida pelo relator do caso, ministro Dias Toffoli.
Único investigado ouvido até agora
O ex-diretor do Banco Master, Luiz Antonio Bull, foi o único a prestar esclarecimentos. Segundo sua defesa, ele respondeu a todas as perguntas dos agentes federais e colocou-se à disposição para colaborar sempre que necessário.
Por que o caso permanece no STF
Em decisão tomada em dezembro de 2025, Dias Toffoli manteve o inquérito no Supremo porque um deputado federal foi citado nas apurações, o que atrai a prerrogativa de foro privilegiado. Detalhes sobre a participação do parlamentar seguem em sigilo, conforme o regulamento do STF.
Operação Compliance Zero investiga fraudes bilionárias
Lançada em novembro de 2025, a Operação Compliance Zero apura a concessão de créditos falsos pelo Banco Master e a tentativa de aquisição do banco pelo BRB, instituição financeira pública ligada ao governo do Distrito Federal. Estimativas preliminares indicam prejuízo potencial de até R$ 17 bilhões.
Além de Bull, figuram como investigados o banqueiro Daniel Vorcaro, o ex-diretor Alberto Feliz de Oliveira e os já citados Ângelo Ribeiro e Augusto Ferreira Lima.
Próximos passos do inquérito
Com os depoimentos suspensos, a PF aguarda a liberação de cópias integrais dos autos para as defesas. A expectativa é de que as novas oitivas sejam marcadas ainda neste trimestre, condição considerada crucial para avançar na definição de eventuais denúncias ao Ministério Público Federal.
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Crédito da imagem: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
