Intervenção em Turilândia: TJMA impõe gestão provisória após desvio de R$ 56 mi O Tribunal de Justiça do Maranhão decretou, em 23 de janeiro de 2026, intervenção de 180 dias no Poder Executivo de Turilândia, município a 157 km de São Luís, após identificar um esquema que desviou mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos.
Esquema desviou mais de R$ 56 milhões
Segundo denúncia do Ministério Público, o prefeito José Paulo Dantas Silva Neto, o Paulo Curió, a primeira-dama Eva Curió, a vice-prefeita Tânya Karla e a ex-vice-prefeita Janaína Soares comandavam, desde 2021, um mecanismo de fraudes em licitações. Empresas fornecedoras emitiam notas fiscais falsas e devolviam de 82% a 90% dos valores recebidos. O prejuízo estimado chega a R$ 56.328.937,59.
Entre as companhias investigadas estão Posto Turi, SP Freitas Júnior LTDA, Luminer e Serviços LTDA e outras que simulavam fornecimento de combustíveis, materiais e serviços. Só em 2022, a prefeitura pagou por 150.250 litros de gasolina e 172.462 litros de diesel para uma frota de apenas dez veículos, quantidade suficiente para percorrer mais de 1,2 milhão de quilômetros em um ano.
Governador tem 15 dias para nomear interventor
A decisão do TJMA determina que o governador Carlos Brandão edite decreto em até 15 dias nomeando o interventor, fixando o período de intervenção e os atos administrativos alcançados. As funções legislativas permanecem com a Câmara Municipal.
O interventor deverá apresentar relatório circunstanciado em 90 dias, com diagnóstico da gestão e medidas adotadas. Além disso, o tribunal ordenou auditoria completa nas contas do município.
Mais detalhes da decisão podem ser consultados no portal do Tribunal de Justiça do Maranhão, órgão responsável pelo julgamento colegiado.
Prisão de autoridades e restrições à Câmara
Na Operação Tântalo II, deflagrada em 22 de dezembro de 2025, Paulo Curió e Tânya Karla foram presos preventivamente e afastados dos cargos. O presidente da Câmara, José Luís Araújo Diniz, o Pelego, assumiu interinamente, mas cumpre prisão domiciliar junto com outros cinco vereadores. Por ordem judicial, eles só podem sair de casa para sessões previamente marcadas.
Durante a operação, mais de R$ 2 milhões em espécie foram apreendidos na residência de um dos investigados, reforçando indícios de continuidade da atividade criminosa e a necessidade da intervenção.
Com a intervenção, a administração municipal de Turilândia fica sob tutela estadual até que auditorias e a responsabilização dos envolvidos sejam concluídas.
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Crédito da imagem: Ribamar Pinheiro/TJMA
Fonte: Agência Brasil
