Julgamento de réus pelo assassinato de Marielle Franco ganha novo impulso após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberar a ação penal e solicitar o agendamento de sessão presencial na Primeira Turma.
Liberação do processo e previsão de data
Moraes encaminhou ofício ao presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, pedindo que marque o julgamento presencial. Como o recesso forense começa em 19 de dezembro e se estende até 1.º de fevereiro, a análise deve ocorrer em 2026, na primeira data disponível no calendário do colegiado.
Quem são os réus
Respondem pelo crime o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão; o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos; o ex-chefe da Polícia Civil fluminense Rivaldo Barbosa; o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula; e o ex-policial militar Robson Calixto, então assessor de Domingos. Todos permanecem presos preventivamente.
Acusações e delação premiada
Na colaboração premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu confesso pelos disparos que mataram Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa são apontados como mandantes. Segundo a mesma delação, Barbosa teria auxiliado nos preparativos, Ronald Alves monitorou a rotina da vereadora e Calixto entregou a arma do crime a Lessa.
Motivação apontada pela investigação
Relatório da Polícia Federal concluiu que o assassinato está ligado à oposição da parlamentar a interesses fundiários do grupo político liderado pelos Brazão, em áreas controladas por milícias no Rio de Janeiro. Todos os acusados negam envolvimento.
Repercussão e próximos passos
A definição de uma data para o julgamento marca etapa decisiva no processo, acompanhado de perto por organizações nacionais e internacionais de direitos humanos. Informações oficiais sobre a tramitação podem ser consultadas no site do STF, que reúne documentos e despachos atualizados.
O caso, que permanece como símbolo de luta por justiça e combate à violência política, entrará em pauta logo após o período de recesso, cabendo à Primeira Turma decidir sobre a continuidade ou não das prisões preventivas e possíveis sentenças.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
