Groenlândia agradece apoio europeu após tarifas de Trump A ilha do Ártico, administrada pela Dinamarca, manifestou gratidão em 18 de janeiro a França, Alemanha, Reino Unido e outros parceiros por manterem a cooperação, mesmo depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas punitivas contra oito aliados europeus para pressionar a venda do território.
Groenlândia agradece apoio europeu após tarifas de Trump
Na última semana, Copenhague solicitou o envio de pequenos contingentes militares europeus à Groenlândia. A resposta rápida de capitais como Paris, Berlim e Londres irritou Washington, que reagiu com a ameaça de sobretaxar produtos provenientes desses países até que a Casa Branca obtenha autorização para negociar a compra da ilha.
Preocupados com uma possível escalada, líderes da União Europeia alertaram para uma “perigosa espiral descendente” caso as tarifas se concretizem. Os embaixadores dos 27 Estados-membros reuniram-se em Bruxelas para discutir contramedidas, reforçando o compromisso com a soberania dinamarquesa.
“Vivemos em tempos extraordinários que exigem não apenas decência, mas também muita coragem”, declarou a ministra groenlandesa Naaja Nathanielsen, responsável por Negócios, Energia e Minerais, em comunicado oficial. Segundo ela, o apoio europeu demonstra solidariedade “fundamental” diante das pressões econômicas de Washington.
Trump sustenta que a Groenlândia é “vital” para a segurança dos EUA por sua posição estratégica no Ártico e pelas reservas minerais inexploradas. O presidente não descartou “opções de força” para garantir influência sobre o território, aumentando o receio de confronto direto entre aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
A tensão comercial ocorre em paralelo a discussões dentro da Otan sobre contribuições militares no Ártico e novas rotas de navegação abertas pelo degelo. Analistas veem as tarifas como uma ferramenta de pressão para acelerar negociações que, oficialmente, Copenhague rechaça.
Conforme reportado pela agência Reuters, diplomatas europeus avaliam retaliar com ações conjuntas na Organização Mundial do Comércio caso os impostos entrem em vigor, repetindo postura adotada em disputas anteriores sobre aço e alumínio.
No curto prazo, a Groenlândia espera ampliar cooperação em defesa, pesquisa climática e mineração com países europeus, isolando a pressão norte-americana. Até o momento, Washington não sinalizou recuo.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
