Senado dos EUA veta ação militar de Trump contra Venezuela ao aprovar resolução que exige autorização do Congresso antes de qualquer uso das Forças Armadas contra o governo de Nicolás Maduro.
Senado dos EUA veta ação militar de Trump contra Venezuela
Detalhes da votação
Em sessão realizada na última quinta-feira (8 de janeiro), o Senado dos EUA aprovou, por 52 votos a 47, uma resolução que impede o presidente Donald Trump de empregar tropas na Venezuela sem prévia permissão legislativa. Apresentada pelo democrata Tim Kaine, a medida contou com apoio de cinco republicanos; um senador do mesmo partido não participou da votação.
Reações no Capitólio
Kaine afirmou que apoia a captura de Nicolás Maduro, mas destacou que “o Congresso precisa se manifestar” sobre qualquer ação militar. Entre os republicanos favoráveis, Susan Collins defendeu o direito constitucional do Parlamento de “autorizar ou limitar” operações prolongadas. A senadora declarou não sustentar o envio de mais efetivos “à Venezuela ou à Groenlândia” sem aval legislativo.
Próximos passos e possível veto
Para entrar em vigor, o texto terá de ser novamente apreciado pelos senadores por se tratar de resolução conjunta e, em seguida, submetido à Câmara dos Representantes, onde os republicanos detêm maioria. Mesmo que passe nas duas Casas, a proposta ainda enfrentará provável veto presidencial, cenário que exigiria maioria qualificada para ser derrubado.
Resposta da Casa Branca
Em rede social, Trump classificou como “vergonhosa” a postura dos republicanos dissidentes. Segundo ele, a decisão “prejudica gravemente a segurança nacional” ao restringir os poderes do comandante-em-chefe. O presidente reiterou considerar a Lei dos Poderes de Guerra inconstitucional, argumento repetido por sucessivas administrações, segundo análise da agência Reuters.
Contexto da intervenção
A discussão ganhou força depois que militares norte-americanos sequestraram Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, durante operação classificada pelo Departamento de Estado como “prisão de duas pessoas”, não como ato de guerra, segundo o secretário Marco Rubio. Para a oposição parlamentar, contudo, a Constituição exige autorização do Congresso para qualquer conflito armado.
Ao enfatizar que “os planos vão muito além de Maduro”, Tim Kaine avalia que o Congresso deve estabelecer limites claros. Já Collins reforçou que a resolução “reafirma o poder do Legislativo” sem impedir eventual operação de resgate de cidadãos norte-americanos.
O andamento da proposta será acompanhado de perto por observadores internacionais e pode redefinir a dinâmica entre Executivo e Legislativo na política externa dos Estados Unidos. Para mais análises sobre conflitos internacionais, continue navegando em nossa editoria.
Crédito da imagem: Reuters/Nathan Howard
Fonte: Reuters
