A IEA informou que os 32 membros liberaram cerca de 325 milhões de barris de reservas estratégicas para mitigar efeitos da guerra no Oriente Médio. O total equivale a mais de 80% dos 400 milhões anunciados em março.
Os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (IEA) já liberaram cerca de 325 milhões de barris de petróleo e derivados de suas reservas estratégicas, segundo comunicado divulgado pela agência. O volume corresponde a mais de 80% dos 400 milhões de barris anunciados em março para enfrentar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o abastecimento mundial.
O número consta em comunicado publicado nesta sexta-feira, 2. O diretor-executivo da agência, Fatih Birol, apresentou os dados em uma reunião por videoconferência do G7, convocada pelo presidente francês, Emmanuel Macron. O compromisso original foi aprovado em 11 de março pelos 32 integrantes da IEA.
Diante das pressões sobre o mercado de energia, o encontro do G7 resultou em uma nova ação coordenada. O grupo anunciou a liberação de mais 100 milhões de barris, com início imediato e distribuição ao longo de quatro meses. O plano prevê que uma parcela significativa de diesel seja disponibilizada já nos primeiros 20 dias, com a participação dos integrantes do G7 e de países parceiros.
A liberação de novas reservas integra um conjunto mais amplo de medidas destinadas a ampliar a oferta e reduzir riscos de desabastecimento. Entre as ações previstas está o compromisso dos governos de evitar restrições às exportações de energia entre os membros do G7 e de coordenar os períodos de manutenção das refinarias, para impedir paralisações simultâneas. O plano também prevê, quando possível, o aumento temporário da produção.
Segundo Fatih Birol, as exportações de petróleo bruto do Oriente Médio tiveram recuperação significativa, mas o fluxo de derivados permanece severamente limitado. Birol afirmou que os ataques ucranianos a refinarias russas agravam a situação do diesel, pressionando ainda mais o mercado.
O G7 pediu à IEA que acompanhe os efeitos das medidas e publique um relatório em até 20 dias. Os países também vão discutir possíveis liberações adicionais de diesel, conforme a necessidade do mercado.
O G7 reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido em um fórum de cooperação sobre economia, energia e segurança internacional. A União Europeia também participa das reuniões. As decisões do grupo são compromissos políticos entre seus integrantes e não têm força de lei sobre outros países.
Os números divulgados — 325 milhões de barris liberados até agora, os 400 milhões prometidos em março e os 100 milhões anunciados pelo G7 — são os parâmetros que vão orientar o acompanhamento da agência e as futuras deliberações sobre medidas adicionais para estabilizar o mercado global de combustíveis.
