Pré-candidato à Presidência pelo Novo, Zema defende novas regras para beneficiários homens do Bolsa Família. Proposta vincula permanência no programa à conclusão dos estudos e à qualificação profissional.
O pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, do partido Novo, defendeu em evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, a criação de novas exigências para os homens beneficiários do Bolsa Família. Zema pretende vincular a permanência no programa social à conclusão dos estudos e à qualificação profissional. O objetivo, segundo ele, é estimular a entrada desses beneficiários no mercado de trabalho e, assim, reduzir a dependência de programas assistenciais.
Durante sua fala, Zema destacou a importância de que os jovens, especialmente os homens, completem o ensino fundamental. Ele afirmou:
“Quero que esses jovens, aqueles que não concluíram o ensino fundamental, concluam. Hoje não existe essa exigência.”
O pré-candidato enfatizou que sua proposta seria voltada predominantemente para os homens, devido a diferenças nas atribuições de gênero. “As mulheres têm outras responsabilidades em casa, têm filhos, e há uma diferença muito grande em relação aos homens. Os homens hoje são convidados a trabalhar, e as pessoas não vão por um motivo muito simples: elas têm a segurança de receber um benefício”, explicou.
Zema também criticou o atual cenário do mercado de trabalho, afirmando que a falta de mecanismos que incentivem a qualificação pode comprometer a inserção de jovens nos próximos anos. Ele declarou:
“Estamos criando uma geração de imprestáveis.”
Para incentivar a migração de beneficiários para empregos formais, o ex-governador apresentou uma proposta de um prêmio de R$ 5 mil para aqueles que deixarem o Bolsa Família e passarem a trabalhar com carteira assinada. O valor, segundo Zema, seria compensado posteriormente pelos impostos e contribuições do trabalhador formal.
Atualmente, as regras do Bolsa Família não proíbem que beneficiários estejam empregados, considerando a renda familiar para a permanência no programa. Além de suas propostas para o Bolsa Família, Zema criticou a política econômica do governo federal, reiterando sua intenção de ampliar privatizações e realizar reformas administrativas e da Previdência, visando ao controle dos gastos públicos.
Ele afirmou que o Brasil precisa enfrentar o crescimento das despesas obrigatórias e reduzir o tamanho do Estado para alcançar o equilíbrio fiscal. Zema finalizou sua apresentação destacando a necessidade de um “choque de gestão” e de medidas voltadas à segurança pública e ao combate ao crime organizado.

