O ex-governador Romeu Zema recebeu notificação da Justiça Federal após declarações sobre o ministro Gilmar Mendes e jatinhos de banqueiros. Ele também insinuou que outros membros do STF teriam contratos suspeitos.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, informou na última segunda-feira, 1º de junho, que recebeu uma notificação da Justiça Federal. Essa notificação é resultado de uma ação movida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
No vídeo divulgado em suas redes sociais, Zema comentou que a medida judicial foi tomada após suas declarações sobre o uso de jatinhos de banqueiros, especificamente mencionando Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em relação ao ministro. O ex-governador também insinuou que outros membros da Corte possuem contratos com Vorcaro.
“Parece que ele (Gilmar Mendes) não gostou quando eu falei que ele pega carona em jatinho de banqueiro bandido, quando eu falei que outros ministros do Supremo fizeram contratos com esse banqueiro bandido. Acho que todo brasileiro sabe disso”, declarou Zema.
Em sua fala, Zema deixou claro que não pretende mudar seu posicionamento e que continuará a relatar fatos sobre as relações entre autoridades e políticos. Ele também expressou que está aguardando o andamento do processo e espera que a Justiça prevaleça.
“Se queriam me calar, não vão. Vou continuar mostrando todos esses absurdos que têm acontecido no Brasil. É muita autoridade, é muito político vendido se aproximando de bandido para poder enriquecer. Não podemos tolerar isso”, disse.
O ex-chefe do Executivo mineiro tem utilizado suas redes sociais para expor suas opiniões e posicionamentos sobre questões políticas do Brasil, o que tem gerado polêmicas e repercussões significativas na mídia e entre os cidadãos. A situação envolvendo a notificação judicial e as declarações de Zema refletem a tensão existente entre figuras públicas e representantes do Judiciário no cenário político atual.
