Vitória em 2025: a temporada rubro-negra começou com uma invencibilidade de 22 partidas, passou por eliminações traumáticas em três competições e acabou com o alívio de permanecer na Série A após uma arrancada liderada por Jair Ventura.
Vitória em 2025: drama de eliminações e fuga do rebaixamento
O Esporte Clube Vitória manteve Thiago Carpini no comando técnico após conquistar vaga na Copa Sul-Americana no ano anterior. Para reforçar o elenco, o clube trouxe Wellington Rato e outros atletas que já haviam trabalhado com o treinador, mas perdeu peças importantes como Wagner Leonardo, Lucas Esteves e Alerrandro.
Invencibilidade histórica e queda precoce
A série invicta, iniciada ainda em 2024, chegou a 22 jogos, gerando expectativa de um ano de conquistas. O sonho ruiu na segunda fase da Copa do Brasil quando, no Barradão, o time foi derrotado pelo Náutico por 2 a 0 e se despediu do torneio.
Fracasso no Campeonato Baiano
Líder da primeira fase do Estadual e decidido a buscar o bicampeonato, o Leão esbarrou no Bahia na final. Após perder o jogo de ida por 2 a 0 na Arena Fonte Nova, venceu por 1 a 0 em casa, mas sofreu gol de Kayky nos acréscimos e viu o rival erguer a taça.
Desilusão continental
No Grupo da Sul-Americana, bastava um empate na rodada derradeira para avançar, porém a derrota por 1 a 0 diante da Universidad Católica, mesmo com vantagem numérica, selou nova eliminação. O resultado custou o cargo de Manoel Tanajura na diretoria; Gustavo Vieira assumiu o futebol e promoveu uma leva de estrangeiros, entre eles o espanhol Aitor Cantalapiedra, único que se firmou.
Troca de treinadores e vexame histórico
A queda nas quartas de final da Copa do Nordeste para o Confiança, pouco depois da pausa para a Copa do Mundo de Clubes, encerrou a passagem de Carpini. Fábio Carille chegou com fama de organizar defesas, mas somou três empates seguidos e sofreu a maior goleada dos pontos corridos, 8 a 0 para o Flamengo, fato destacado pela CBF como recorde negativo.
Aposta caseira e última cartada
Rodrigo Chagas, ídolo do clube, assumiu interinamente, porém durou apenas três jogos. A diretoria, então, recorreu a Jair Ventura, conhecido por evitar rebaixamentos. Mesmo com oscilações iniciais, o novo técnico encontrou um time competitivo.
Arrancada decisiva
Sob Ventura, o Vitória venceu sete das 14 partidas restantes, empatou duas e perdeu cinco. Entre os triunfos marcantes estão o 2 a 1 sobre o Bahia no Barradão e a primeira vitória da história na Vila Belmiro contra o Santos. A permanência foi confirmada na rodada final com o 1 a 0 sobre o São Paulo, aliado aos tropeços de Ceará e Fortaleza.
Torcida faz a diferença e eleição presidencial
A torcida rubro-negra lotou o Barradão em jogos decisivos, organizou recepções no AeroNego e participou de treinos abertos, fortalecendo o elenco em momentos críticos. A manutenção na elite também impulsionou a reeleição de Fábio Mota, que obteve mais de 80% dos votos para seguir no comando por mais três anos.
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Crédito da imagem: Futebol Baiano
Fonte: Futebol Baiano
