Violência política de gênero: vereadora de Santa Maria exige medidas
Violência política de gênero: vereadora de Santa Maria exige medidas mobilizou a vereadora Helen Cabral (PT) a denunciar, na sessão de 2 de dezembro de 2025, agressões verbais e tentativa de intimidação durante debate no plenário da Câmara Municipal de Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul.
Violência política de gênero: vereadora de Santa Maria exige medidas
Enquanto criticava a possível falta de transparência do Executivo local e defendia servidoras e servidores contrários ao parcelamento do 13º salário, Cabral foi interrompida pelo vereador Tony Oliveira, aliado do governo municipal. Aos gritos, ele avançou em direção à colega, interrompendo o debate e, segundo a nota divulgada pela petista, “ultrapassando todos os limites aceitáveis” dentro de uma instituição pública.
Para a parlamentar, o ataque não resultou de divergência de ideias, mas do fato de ser mulher em posição de poder. O episódio ocorreu justamente na 5ª Semana Municipal de Não Violência Contra a Mulher – legislação de autoria da própria vereadora – e na mesma época do Festival Movimento Mulheres em Luta (MEL), que neste ano debate a violência política de gênero contra representantes eleitas.
Em vídeo publicado em rede social, Cabral cobrou providências da Mesa Diretora: “A violência de gênero é crime, e quero saber o que a presidência vai fazer. A violência contra esta vereadora é contra todas as mulheres desta Casa”. A petista registrou boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher e formalizou pedido de medidas ao comando do Legislativo.
Até o momento, a Câmara Municipal de Santa Maria não se pronunciou publicamente sobre o caso. A vereadora informou que pretende acionar instrumentos previstos pela Lei 14.192/2021, que estabelece normas de prevenção e repressão à violência política contra mulheres. O tema também tem sido acompanhado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que mantém campanha permanente de orientação a candidatas e eleitas.
Em resposta, Tony Oliveira divulgou vídeo em que classifica sua postura como “exaltação firme” e atribui a adversários “narrativas mentirosas”. Ele nega ter ameaçado ou agredido fisicamente alguém, sustenta que apenas se defendeu de insultos e anuncia que recorrerá ao Conselho de Ética para pedir a cassação da vereadora Helen Cabral, de outros parlamentares e de assessores que, segundo ele, o ofenderam.
O desfecho do caso dependerá das medidas internas da Câmara e da investigação policial. Enquanto isso, organizações feministas locais acompanham o processo, reforçando a necessidade de protocolos para proteger mulheres em ambientes políticos.
No Rio Grande do Sul, denúncias de violência política de gênero têm se multiplicado, refletindo cenário nacional mapeado por entidades ligadas aos direitos das mulheres. Especialistas defendem campanhas de formação, punição exemplar a agressores e revisão dos regimentos internos para impedir novas ocorrências.
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Crédito da imagem: Joédson Alves/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
