VAR explica gol anulado no clássico Bahia x Vitória; veja análise A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) disponibilizou o áudio da cabine de vídeo-arbitragem que justificou a anulação do gol marcado por Luciano Juba no rebote de um pênalti, durante o Ba-Vi encerrado em 1 a 1, na última quarta-feira (25 de março), na Arena Fonte Nova.
Decisão se baseou em invasão de área antes da batida
Logo aos primeiros minutos, o goleiro Lucas Arcanjo falhou ao dominar a bola e cometeu falta em Erick Pulga dentro da área. O árbitro principal assinalou pênalti e mostrou cartão amarelo ao camisa 1 do Vitória. Na cobrança, Willian José chutou no canto esquerdo, parou em Arcanjo, e a sobra ficou com Luciano Juba, que completou para as redes.
Instantes depois, o assistente de vídeo alertou o árbitro de campo sobre possível invasão de área. De acordo com o diálogo divulgado pela CBF, um atleta do Bahia entrou antecipadamente na meia-lua no momento do chute, criando vantagem na disputa pelo rebote. Com isso, a equipe de arbitragem anulou o gol e mandou reiniciar a partida com tiro livre indireto para o Vitória, conforme prevê a regra 14 da International Football Association Board (IFAB).
O Portal ge, que acompanha o Campeonato Brasileiro, destacou que a checagem durou menos de dois minutos, tempo considerado dentro do padrão recomendado pela FIFA.
Impacto no placar do Ba-Vi pela 5ª rodada da Série A
Sem a validação do lance, o clássico terminou empatado em 1 a 1. O Bahia marcou primeiro com Thaciano, enquanto o Vitória igualou o marcador com Matheusinho ainda no primeiro tempo. O resultado manteve as duas equipes na metade da tabela após a 5ª rodada.
Torcedores tricolores reclamaram nas redes sociais, mas a CBF reforçou que a decisão seguiu o protocolo. Para o treinador do Bahia, o importante é “corrigir o posicionamento defensivo e evitar falhas que resultem em pênaltis”. Já o comandante rubro-negro elogiou a postura do goleiro Lucas Arcanjo, responsável por três defesas decisivas, incluindo o pênalti batido por Willian José.
Como funciona a regra de invasão em pênaltis
A Regra 14 estabelece que jogadores de ambas as equipes devem permanecer fora da área e da meia-lua até que a bola seja chutada. Caso o invasor seja um atleta do time que ataca e sua ação influencie o lance, a cobrança deve ser invalidada e reiniciada com tiro livre em favor da defesa, exatamente o que aconteceu na Fonte Nova.
No áudio divulgado, o VAR orienta: “Jogador do Bahia invade a meia-lua antes do chute e participa ativamente do rebote. Reinício com tiro livre indireto para defesa”. O árbitro acata a recomendação e comunica aos capitães das equipes.
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Crédito da imagem: Reprodução
Fonte: Futebol Baiano
