VAR: Bahia continua sem decisão favorável na Série A 2026 abre a décima rodada do Brasileirão com um dado incômodo para a torcida tricolor: nenhuma das revisões feitas pelo árbitro de vídeo alterou decisões em benefício do clube, enquanto três mudanças prejudicaram a equipe baiana.
VAR mantém saldo negativo para o Tricolor após dez rodadas
Um levantamento divulgado recentemente pelo blog Gato Mestre, do ge.globo, aponta que, entre os 20 participantes da Série A 2026, o Bahia divide com a Chapecoense o posto de único time sem interferência positiva do VAR. Em contrapartida, Athletico-PR e Cruzeiro lideram a estatística de lances analisados que acabaram favorecendo suas campanhas.
Até aqui, o elenco comandado pelo técnico Rogério Ceni entrou em campo nove vezes, todas com participação do árbitro de vídeo. Em três oportunidades, a revisão mudou a decisão original contra o Tricolor, construindo um saldo negativo de ‑3. Os lances ocorreram na Arena Fonte Nova:
1. Bahia 0 x 3 Athletico-PR – Pênalti anulado
Everaldo foi pisado na área e o árbitro Lucas Casagrande assinalou a penalidade. Chamado à cabine, reviu o lance e considerou que “não houve força suficiente”, cancelando a marcação.
2. Bahia 1 x 1 Vitória – Gol anulado
Luciano Juba completou o rebote de um pênalti desperdiçado por Willian José. A câmera detectou invasão do atacante antes da cobrança. O árbitro invalidou o gol e deu posse de bola ao rival.
3. Bahia 1 x 1 Fluminense – Cartão vermelho
Nos acréscimos, Dell atingiu o adversário com uma cotovelada. Sem ver o lance em campo, o juiz foi alertado pelo VAR e expulsou o atacante tricolor após checar o monitor.
O ranking elaborado pelo portal lista ainda que Athletico-PR, líder em interferências positivas, soma cinco decisões a favor e apenas uma contrária (+4). Cruzeiro, com cinco favoráveis e quatro contrárias (+1), aparece em seguida. Já o Bahia, com três lances desfavoráveis (-3), divide o último lugar com o Mirassol (-4), único clube em situação pior.
Especialistas em arbitragem apontam que a estatística, embora preocupante, não comprova viés. “Ainda é uma amostra pequena para medir tendência. Porém, a direção do Bahia tem razão ao cobrar mais regularidade no critério de campo”, afirma o ex-árbitro e comentarista Sálvio Spinola.
Clubes pressionam por transparência e revisão de protocolo
Depois dos episódios, dirigentes tricolores requisitaram à CBF acesso integral aos áudios das revisões. A entidade estuda publicar os diálogos logo após cada rodada, seguindo modelos já adotados em competições europeias.
Enquanto isso, o elenco volta suas atenções para a 11ª rodada, quando enfrenta o Corinthians fora de casa. O técnico Rogério Ceni minimizou a polêmica, mas admitiu que “lances capitais podem mudar o rumo de um campeonato tão equilibrado”.
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Crédito da imagem: CBF
Fonte: ecbahia.com
