Vacina da dengue em idosos: Butantan prossegue com estudo clínico O Instituto Butantan confirmou que dará sequência ao ensaio que avalia a segurança e a resposta imunológica da vacina da dengue em pessoas com 60 a 79 anos, conduzido desde janeiro em quatro centros de pesquisa da Região Sul.
Testes seguem apesar da pausa na aplicação pública
A continuidade do estudo foi reiterada após coletiva de imprensa realizada em 8 de junho, quando o Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da imunização em massa com o imunizante produzido pela instituição. A pausa foi motivada por casos raros de reações adversas graves, incluindo dois óbitos, que agora são analisados por especialistas.
Segundo o diretor do Instituto Butantan, médico Ésper Kallas, “a retomada da vacinação depende de dados rigorosos e metodologia científica”. O ensaio clínico busca entender se a produção de anticorpos em idosos se assemelha à observada em adultos, população avaliada em estudos anteriores.
Região Sul escolhida por ter baixa incidência de dengue
Curitiba, Porto Alegre e Pelotas recebem a maior parte das vagas para voluntários. O acompanhamento dos participantes ocorrerá ao longo de 12 meses, com coleta periódica de amostras de sangue para medir a resposta imunológica e registrar possíveis efeitos adversos.
Especialistas lembram que a dengue continua sendo um problema de saúde pública no Brasil. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, o país figura entre os que registram maior número de casos da doença nas Américas, reforçando a importância de novas ferramentas de prevenção.
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Embora a aplicação em larga escala esteja suspensa, o Butantan destaca que o ensaio clínico cumpre protocolos de segurança aprovados pelos comitês de ética e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os voluntários recebem acompanhamento médico integral e podem abandonar o estudo a qualquer momento.
Os resultados preliminares deverão ser divulgados no primeiro semestre de 2027. Caso confirmem um perfil de segurança favorável, os dados poderão embasar futura decisão sobre a retomada da vacinação pública.
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Crédito da imagem: Walterson Rosa/MS
Fonte: Agência Brasil
