Vacina do Butantan contra dengue não é aplicada em crianças
Vacina do Butantan contra dengue é recomendada apenas para pessoas com 15 anos ou mais, esclareceu o Ministério da Saúde, enquanto a imunização de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos continua sendo feita com a Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda.
Butantan atende público a partir de 15 anos
Em nota e em entrevista à Rádio Nacional, o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, explicou que o imunizante do Instituto Butantan havia sido incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano, mas com uso restrito. A aplicação contemplou profissionais da Atenção Primária e moradores de 15 a 49 anos em Botucatu (SP), Maranguape (CE), Nova Lima (MG) e na região de Araguaína (TO). Até 30 de maio, mais de 501 mil pessoas foram vacinadas.
Qdenga segue disponível para 10 a 14 anos
A suspensão temporária anunciada para o produto do Butantan não afeta a campanha com a Qdenga, que permanece disponível na rede pública. Cerca de 8 milhões de doses da vacina da Takeda já foram aplicadas desde sua inclusão no calendário de 2024. “A vacinação para crianças de 10 a 14 anos prossegue normalmente em todo o país”, reforçou Gatti.
Queda nos casos de dengue
Entre janeiro e maio, o Brasil registrou redução de 94% nos casos e de 97% nas mortes por dengue em relação ao mesmo intervalo de 2024, conforme dados oficiais. Especialistas atribuem a melhora à combinação de campanhas de prevenção, intensificação da vigilância epidemiológica e ampliação da cobertura vacinal.
Diferenças entre os imunizantes
A vacina do Butantan utiliza tecnologia de vírus atenuado e foi desenhada inicialmente para adultos, estando em fase de ampliação gradativa conforme a produção. Já a Qdenga, também de vírus atenuado, recebeu autorização para público de 4 a 60 anos, mas, na rede pública, é priorizada para a faixa etária de 10 a 14 anos. Informações técnicas completas podem ser consultadas no portal do Ministério da Saúde.
Para moradores fora dos grupos contemplados, especialistas reiteram a importância de eliminar focos do mosquito Aedes aegypti, usar telas de proteção e repelentes, além de buscar orientação médica em caso de sintomas como febre alta, dores no corpo e manchas vermelhas.
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Crédito da imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
