O premier Keir Starmer anunciou medida histórica para proteger crianças online. Nova lei deve ser aprovada antes do Natal e entrar em vigor em 2027.
O Reino Unido irá proibir o acesso às redes sociais para menores de 16 anos, conforme anunciado pelo primeiro-ministro Keir Starmer durante uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026.
Em suas declarações, Starmer destacou que “as redes sociais deixam as crianças infelizes. Facilitam o assédio e os abusos”. Ele enfatizou que essa medida representa “um passo importante” para a proteção dos jovens no país.
O primeiro-ministro expressou seu desejo de que uma nova lei seja aprovada antes do Natal, com a expectativa de que a proibição entre em vigor no início do próximo ano, provavelmente na primavera de 2027.
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A decisão gerou reações imediatas, incluindo uma declaração do YouTube, que alertou que a restrição ao acesso às redes sociais poderia “empurrar as crianças para serviços anônimos e menos seguros”. Um porta-voz da plataforma, que pertence ao Google, afirmou que a empresa tem investido em experiências adaptadas por idade e em proteções padrão para adolescentes ao longo dos últimos 10 anos. Ele ainda ressaltou que o YouTube é “um recurso essencial para os jovens, os professores e os pais”.
A iniciativa do Reino Unido não é isolada. Vários países já implementaram proibições similares, como a Austrália, que foi pioneira na questão, e a Indonésia. O Canadá também manifestou a intenção de seguir esse caminho, enquanto o Parlamento da França está analisando um projeto de lei que visa restringir o acesso de menores a redes sociais para aqueles com menos de 15 anos.
As discussões sobre a segurança online das crianças têm se intensificado, refletindo preocupações sobre os impactos das redes sociais na saúde mental e no bem-estar dos jovens. O governo britânico espera que a nova legislação contribua para a criação de um ambiente digital mais seguro para as crianças.
