Autoridades ucranianas ordenaram evacuação emergencial de sete localidades na região de Kharkiv. Entre os deslocados, mais de 1.700 são crianças.
As autoridades da Ucrânia determinaram, nesta terça-feira (2), a evacuação de mais de 7.000 civis de diversas localidades na região de Kharkiv, que faz fronteira com a Rússia, no nordeste do país. Essa decisão reflete os crescentes temores em relação a um possível avanço das forças russas na área.
O governador regional, Oleg Siniegubov, anunciou a ampliação da zona de evacuação obrigatória em uma mensagem no Telegram. Ele destacou que a medida abrange sete localidades e que, entre os civis afetados, mais de 1.700 são crianças.
A evacuação de civis em áreas do leste da Ucrânia ocorre regularmente, uma vez que essa região é o foco dos combates desde o início da guerra em fevereiro de 2022. No entanto, essas ordens de evacuação são menos frequentes em outras partes do país.
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Atualmente, o Exército russo controla faixas de território que se estendem por várias dezenas de quilômetros na fronteira, nas regiões de Kharkiv e Sumy. Apesar disso, a ofensiva militar russa está concentrada em outras áreas, o que aumenta a incerteza sobre a situação no leste.
Durante uma reunião de seu partido, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, fez uma estimativa de que a guerra deverá persistir pelo menos até novembro. Ele mencionou que, no momento, não existem negociações agendadas com a Rússia, e as tentativas anteriores não trouxeram resultados satisfatórios.
O assessor de comunicação do presidente, Dimitro Litvin, revelou que Zelenski considera os próximos seis meses como um “prazo final” e que todos os esforços políticos e militares estão voltados para essa data. Litvin também comentou sobre a recente circulação de informações em veículos de comunicação internacionais, onde supostamente Zelenski teria afirmado que a guerra poderia se prolongar por mais dois ou três anos, classificando tais informações como “irrelevantes”.
“É o mesmo argumento que já estava presente. Talvez as pessoas precisem usá-lo como veículo para outras mensagens sobre o quão ruim está tudo”, disse Litvin sobre os comentários do presidente.
