Uma confusão tomou conta da aula magna do pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na noite de ontem, 2 de julho. O evento, que tinha como objetivo discutir os desafios econômicos do Brasil, aconteceu no Teatro de Arena e começou por volta das 19h, com uma significativa presença de apoiadores de Haddad.
O tumulto começou quando integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) interromperam a fala de Haddad, alegando que o evento se tratava de uma campanha política. A situação rapidamente se agravou, resultando em um confronto físico entre os manifestantes e alguns presentes, levando à intervenção dos seguranças da universidade, que retiraram os manifestantes do local. Felizmente, não houve registro de feridos.
“Eu estou treinando, estou fazendo treinamento, estou exercitando cabeça, corpo, para fazer uma bela campanha, para a gente fazer um belo debate”, disse Haddad após o tumulto. “Disputa para valer com as ideias que a gente defende. E vamos ganhar de qualquer jeito. De um jeito ou de outro, com uma campanha bonita leva a gente à vitória. Beijo, Unicamp.”
Após a confusão, Haddad concluiu seu discurso e deixou o local sem conceder entrevistas. Seus apoiadores, por sua vez, começaram a entoar palavras de ordem contra seus adversários políticos, demonstrando apoio ao pré-candidato do PT.
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O Partido dos Trabalhadores (PT) emitiu uma nota repudiando os episódios de violência, classificando-os como atos perpetrados por integrantes da direita contra Haddad. A sigla reafirmou seu compromisso com a democracia e a liberdade de expressão.
Em resposta ao ocorrido, um representante do MBL afirmou que a interrupção se tratou de um protesto contra o que considerou uma campanha eleitoral antecipada. Ele também alegou ter sofrido agressões durante o evento. A Polícia Militar, por sua vez, comentou que não houve necessidade de intervenção, uma vez que a organização do evento conseguiu controlar a situação.
A Unicamp também se posicionou sobre o incidente, condenando os atos de violência e classificando a interrupção da atividade acadêmica como inaceitável. A universidade reafirmou seu compromisso com a liberdade de expressão e o debate plural, e informou que está apurando os fatos para tomar as medidas cabíveis.

