TSE adia decisão sobre suspensão de pesquisa AtlasIntel O Tribunal Superior Eleitoral interrompeu o julgamento que definirá se permanece válida a determinação que proibiu a divulgação da pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República realizada pela AtlasIntel.
TSE adia decisão sobre suspensão de pesquisa AtlasIntel
A sessão ocorrida em 9 de junho foi suspensa quando a ministra Estela Aranha solicitou vista para analisar melhor o processo. Até esse momento, o placar encontrava-se em 1 a 0 a favor da suspensão, com voto do relator e presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.
O ministro Kassio já havia concedido, em medida individual adotada em 8 de junho, a liminar que proibiu a divulgação do levantamento. Na avaliação dele, o questionário aplicado pela AtlasIntel teria comprometido a neutralidade metodológica ao incluir perguntas e materiais que poderiam induzir respostas, especialmente ao abordar o chamado “caso Master”, envolvendo o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo o pedido apresentado pelo PL, além das perguntas sobre o tema, os entrevistados teriam ouvido um áudio no qual Flávio Bolsonaro solicitava recursos para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A legenda alegou que a inclusão desse conteúdo distorceu a percepção dos eleitores, justificando a suspensão imediata.
Durante a discussão no plenário, Kassio reafirmou que a sequência de questões “extrapola a simples aferição neutra da opinião pública”. Já a defesa da AtlasIntel, representada pelo advogado Gualter Rafael Maciel Bezerra, sustentou que não houve violação às regras eleitorais e que o partido apenas demonstrou discordância metodológica. A advogada Maria Claudia Bucchianeri, pelo PL, rebateu, apontando a ausência da íntegra do material audiovisual no registro da pesquisa.
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O debate também levantou, por iniciativa do ministro Dias Toffoli, a possibilidade de limitações futuras ao uso de vídeos e áudios em pesquisas eleitorais. Toffoli ponderou que a decisão servirá de parâmetro para as corridas municipais e estaduais, indicando que o tribunal precisa definir até onde vai o limite entre informação legítima e indução de voto.
Enquanto o processo aguarda a devolução do pedido de vista, segue valendo a liminar que impede a permanência da pesquisa nos canais oficiais da AtlasIntel, bem como sua republicação ou impulsionamento em redes sociais. Detalhes sobre normas de pesquisas eleitorais podem ser consultados no site oficial do Tribunal Superior Eleitoral, que apresenta as resoluções vigentes.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
