Trump pressiona Irã por cessar-fogo e cobra rapidez
Trump pressiona Irã por cessar-fogo e cobra rapidez ao advertir que Teerã deve “levar a sério” a proposta enviada por Washington para encerrar quase quatro semanas de confrontos que já provocam impacto econômico global e aumentam o custo humanitário do conflito.
Mediadores atuam; Trump fala em “ponto sem retorno”
Em 26 de março de 2026, o presidente dos Estados Unidos publicou na plataforma Truth Social que o Irã estaria “militarmente obliterado” e “implorando” por um acordo. Trump declarou que os representantes iranianos são “muito diferentes e estranhos” e alertou que, se a resposta não for rápida, “não haverá volta e não será nada bonito”.
Segundo o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, conversas indiretas entre Washington e Teerã ocorrem por meio de mensagens encaminhadas por Islamabad, com apoio de Turquia e Egito. O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, reconheceu a troca de recados, mas negou que haja negociação formal. “Nossa política é manter a resistência e defender o país”, afirmou em entrevista à TV estatal.
Proposta de 15 pontos enfrenta posições maximalistas
A iniciativa norte-americana, detalhada por fontes diplomáticas, inclui 15 pontos que vão do desmantelamento do programa nuclear iraniano ao controle do Estreito de Ormuz. Teerã, porém, endureceu sua lista de exigências, pedindo garantias contra futuras ações militares, compensações financeiras e a inclusão do Líbano em qualquer pacto de cessar-fogo.
Autoridades israelenses se mostraram céticas quanto à aceitação iraniana e temem que negociadores dos EUA façam concessões excessivas. Israel retirou Araqchi e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, de sua lista de alvos após pressão do Paquistão.
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Escalada militar segue; bombas e sanções afetam economia
No mesmo dia, o Irã lançou sucessivas ondas de mísseis contra Israel, acionando sirenes em Tel Aviv e ferindo ao menos cinco pessoas. Ataques israelenses atingiram cidades iranianas como Bandar Abbas e Shiraz, onde dois adolescentes morreram. Especialistas alertam que a continuidade das hostilidades agrava a crise de combustíveis e pressiona cadeias de suprimento em todo o mundo, cenário apontado pela Reuters como um dos piores desde 2020.
Com o impasse diplomático, o risco de uma escalada regional permanece elevado. Analistas apontam que a combinação de exigências “maximalistas” dos dois lados torna a mediação um processo complexo e potencialmente demorado.
No entanto, diplomatas próximos às tratativas afirmam que a pressão pública de Trump sobre o Irã pode indicar abertura para concessões táticas, desde que Teerã sinalize disposição em discutir pontos sensíveis, como o programa nuclear e a segurança no Estreito de Ormuz.
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Crédito da imagem: REUTERS/Nathan Howard
Fonte: REUTERS
