Trump afirma que Cuba é a próxima em discurso nos EUA
Trump afirma que Cuba é a próxima ao comentar as recentes operações militares norte-americanas na Venezuela e no Irã, durante um fórum de investimentos realizado em Miami em 28 de março. Sem detalhar medidas, o ex-presidente dos Estados Unidos sugeriu que a ilha caribenha, já pressionada por severo embargo econômico, pode ser alvo de nova intervenção de Washington.
Declaração ocorreu em evento para investidores
No palco do fórum, Trump destacou ter “construído um grande exército” e acrescentou que, apesar de preferir não empregá-lo, às vezes isso se torna necessário. Em seguida, sentenciou: “Cuba é a próxima”. A plateia, composta por empresários e políticos da Flórida, reagiu com aplausos.
Pressão econômica e crise de energia na ilha
Cuba sofre restrições comerciais dos Estados Unidos há mais de seis décadas. A administração Trump reforçou o embargo ao bloquear o envio de petróleo venezuelano para a ilha, agravando a já delicada situação energética. Nos últimos meses, sucessivos apagões deixaram mais de 10 milhões de cubanos sem eletricidade, afetando hospitais, escolas e serviços básicos.
Negociações recentes e sinalização de ação militar
Fontes diplomáticas indicam que representantes de Washington mantêm conversas com líderes cubanos para discutir possíveis saídas para a crise. Ainda assim, a retórica adotada por Trump sugere que uma solução militar não está descartada. Conforme destacou a agência Reuters, o ex-mandatário vem repetindo que o governo de Havana estaria “à beira do colapso”.
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Impacto geopolítico
Analistas observam que qualquer movimento armado na ilha poderia repercutir em toda a América Latina, onde Cuba mantém alianças históricas. Além disso, a declaração surge em meio ao recrudescimento das tensões com a Venezuela e ao impasse nuclear com o Irã, ampliando a percepção de um cenário internacional mais instável.
Enquanto o futuro da política norte-americana para Cuba permanece incerto, especialistas lembram que eventuais sanções adicionais, bloqueios navais ou ações militares precisam passar pelo crivo do Congresso dos EUA — etapa que tende a mobilizar intensos debates internos e reações da comunidade internacional.
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Crédito da imagem: Elizabeth Frantz/Reuters
Fonte: Reuters
