O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) aceitou, nesta quinta-feira, 24, a denúncia contra o deputado distrital Roosevelt Vilela (PL), que tenta a reeleição. O processo se refere a acusações de corrupção, coação e falsidade ideológica eleitoral relacionadas à campanha de 2018.
Segundo a apuração do Ministério Público Eleitoral (MPE), a denúncia descreve uma suposta estrutura para obter apoio político baseada na oferta ou na manutenção de cargos comissionados. Naquele período, Roosevelt havia deixado o comando administrativo do Núcleo Bandeirante para disputar uma cadeira legislativa, mas, de acordo com a acusação, a saída não teria encerrado sua capacidade de influenciar nomeações.
O MPE aponta que essa influência alcançava as administrações do Núcleo Bandeirante, do Park Way e da Candangolândia, e que teria sido utilizada na formação de uma rede de eleitores e colaboradores da candidatura. Ainda conforme a peça acusatória, o apoio esperado não se limitava ao voto: quem fosse nomeado ou mantido no serviço público deveria também atuar politicamente em favor do candidato e buscar novos apoiadores entre familiares, amigos e conhecidos.
Havia, segundo o Ministério Público, um mecanismo para controlar essa mobilização. Servidores teriam sido orientados a relacionar cerca de cem eleitores em fichas ou talonários, com informações pessoais que permitiriam identificar essas pessoas e verificar posteriormente sua disposição de votar no candidato apontado.
A aceitação da denúncia pelo TRE-DF faz parte do procedimento eleitoral que agora seguirá os trâmites previstos na legislação, com a análise das provas e a definição dos próximos passos processuais no âmbito da corte eleitoral.
A defesa de Roosevelt informou que apresentará a versão do acusado e que pretende demonstrar a inocência perante as instâncias competentes.
A defesa de Roosevelt declarou que ele vai provar sua inocência.
O deputado, que se disse confiante na Justiça, afirmou ter estranhado que o caso tenha chegado ao tribunal somente agora, a poucos dias das eleições, já que o inquérito policial teve início em 2018.
O caso seguirá em análise no TRE-DF, e o andamento do processo deverá ser acompanhado até a decisão final sobre as imputações apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral.

